Lisboa quer reabilitar castelo com candidatura intermunicipal aos fundos comunitários

Lisboa quer reabilitar castelo com candidatura intermunicipal aos fundos comunitários
A Câmara de Lisboa está a preparar uma candidatura aos fundos comunitários, juntamente com municípios como Palmela e talvez Sintra, para reabilitar os castelos existentes nas autarquias, disse hoje o vereador do Urbanismo.
 
“Estamos a preparar uma candidatura intermunicipal, entre vários municípios que têm castelos, nomeadamente Palmela. Não sei se Sintra também entrará”, afirmou o vereador Manuel Salgado.
 
De acordo com o autarca, que falava à Lusa no final da reunião camarária que decorreu hoje nos Paços do Concelho, a ideia da Câmara de Lisboa é “requalificar espaços dentro da cerca do Castelo [de São Jorge], aproveitando os novos acessos que vão ser criados, nomeadamente as escadas rolantes que vêm do Martim Moniz e que permitem entrar pela parte norte”.
 
“Uma outra hipótese é a entrada junto à igreja do Menino de Deus”, acrescentou.
 
O responsável explicou que hoje em dia “a entrada está toda centrada num ponto e por isso há uma grande afluência de pessoas”, pelo que a criação de novas entradas poderá facilitar “o usufruto do castelo todo”, mas é algo que terá de ser também articulado com a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), que gere o castelo.
 
“Permitir a circulação no caminho de ronda, que é um caminho que existe por cima das muralhas, recuperar umas praças que existem dentro do castelo e estudar a possibilidade de se fazer um parque de estacionamento por baixo [do campo] da verbena” são outros dos objetivos da candidatura.
 
Tudo isto “para valorizar o conjunto da colina propriamente dita, dentro de muros”, argumentou o autarca.
 
Manuel Salgado frisou que o projeto ainda está numa fase preliminar, mas defendeu que “uma candidatura intermunicipal tem mais êxito do que uma candidatura isolada”.
 
Na reunião, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a realização de estudos para a instalação de um funicular, de escadas rolantes e de um elevador para facilitar os acessos à Graça, à Mouraria e à Sé, respetivamente, tanto para residentes como para visitantes, inseridos no Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, iniciado em 2009.
 
De acordo com a documentação anexa à proposta, o primeiro percurso diz respeito à zona da Graça e centra-se na criação de um funicular, que ligará a Rua dos Lagares e a Calçada da Graça. A criação deste equipamento, com capacidade para 15 pessoas, tem um custo estimado de 1.726.500 euros.
O segundo percurso visa a criação de três lanços de escadas rolantes na Mouraria, entre o Martim Moniz e a Rua Marquês da Ponte de Lima. Prevê também uma escada provisória de madeira, junto à cerca Fernandina, e a reabertura de uma escada de acesso ao Castelo, através da Rua da Costa do Castelo. O custo total da empreitada é de 789.200 euros.
 
Já o terceiro percurso centra-se num elevador que ligará o Campo das Cebolas à Sé de Lisboa, com capacidade para 12 passageiros. A obra tem um custo total estimado de 617.500 euros.
 
“A nossa intenção é que todo este sistema de meios mecânicos seja gerido pela EMEL - Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa”, adiantou Manuel Salgado.