Lisboa investe mais de meio milhão para recuperar radares de velocidade

Lisboa investe mais de meio milhão para recuperar radares de velocidade
A Câmara de Lisboa aprovou hoje, por unanimidade, a contratação de serviços de conservação, reparação e manutenção dos radares de controlo de velocidade existentes na cidade, no valor de mais de meio milhão de euros.
   
A proposta aprovada em reunião camarária privada visava a emissão de um "parecer prévio favorável à abertura de um procedimento e celebração do respetivo contrato, para a aquisição de serviços de assistência técnica para a conservação, reparação e manutenção" do sistema, com a empresa Micotec - Electrónica, Lda.
 
A votação foi referida à Lusa por fonte do município.
 
O documento, assinado pelo vereador da Mobilidade de Proximidade e Segurança da Câmara de Lisboa, Carlos Manuel Castro, indica que o contrato "deverá ser executado no prazo de 13 meses e meio".
 
Em causa está um encargo financeiro de 483.900 euros, valor que já contando com o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) ascende aos 595.197 euros.
 
A proposta refere que o sistema de controlo de tráfego atualmente existente em Lisboa é composto por "21 radares, câmaras de vídeo, detetores diversos e painéis de mensagem variável", mas "vários radares apresentam-se fora de serviço".
 
Em janeiro, o vereador das Obras Municipais, Manuel Salgado, afirmou que, dos 17 radares existentes na cidade, apenas cinco estavam "em funcionamento" e outros tantos estavam "em manutenção".
 
No documento, Carlos Castro informa que "estão em causa equipamentos de uso intensivo, permanente e tecnologicamente exigente, que pelo seu posicionamento se encontram expostos aos fenómenos atmosféricos, a atos de vandalismo, a acidentes - designadamente rodoviários -, a danos causados por eventos imponderáveis e que pela sua natureza técnica estão sujeitos a avarias várias".
 
Assim, a sua manutenção requer "frequentes reparações e substituição de peças e acessórios, realização de diagnósticos e introdução de correções para otimização do respetivo funcionamento", justifica o município, de maioria PS, alegando não dispor "de meios próprios adequados ou possibilidade técnica de intervenção".
 
Numa informação escrita enviada à agência Lusa em janeiro de 2015, a autarquia indicou que a rede de radares na cidade, que impõem limites de 50 ou 80 quilómetros/hora, compreendia as avenidas da Índia, Brasília, Infante D. Henrique, Marechal António Spínola, da República (Entrecampos) e das Descobertas, a Radial de Benfica, o Campo Grande, a Segunda Circular e os túneis do Marquês de Pombal e João XXI, referindo ainda que cada eixo tem "um ou mais radares instalados".