Lisboa investe 13 milhões para tapar buracos nas ruas da cidade

Lisboa investe 13 milhões para tapar buracos nas ruas da cidade

A Câmara de Lisboa tem previstos para este ano 44 projetos de intervenção para requalificação ou conservação do pavimento da cidade, num investimento total de 13 milhões de euros, disse hoje o vereador da Reabilitação Urbana.
“Temos previstas 33 empreitadas específicas de repavimentação, reabilitação ou construção, num total de 158 mil metros quadrados”, referiu Manuel Salgado.
Além dessas, a câmara tem em agenda 11 empreitadas de conservação de pavimentos, calçadas e espaços públicos, indicou.
“Além destas, há ainda quatro empreitadas, no valor de 600 mil euros, de conservação de pavimentos” nas zonas oriental, central, ocidental e 2.ª Circular, acrescentou o vereador.
As avenidas de Ceuta, Dom Rodrigo da Cunha e da Liberdade são algumas das beneficiadas com as obras, que incluem ainda a alteração da geometria da Praça de Espanha para permitir um escoamento mais rápido do trânsito de quem vem da Avenida Lusíada.
Irá também ser reabilitada a rua dos Anjos, o largo do Calvário e a rua 1.º de Maio, será requalificada a rua de S. Pedro de Alcântara e reconstruída a rua de Alcântara, entre outras.
Manuel Salgado apontou como maiores dificuldades para estas obras a descapitalização dos empreiteiros e a atempada informação às juntas de freguesia, comerciantes e moradores de quando se vai iniciar o trabalho.
Do lado da oposição, o vereador do PSD Vítor Gonçalves acusou a maioria de estar a “tapar buracos” por “uma questão meramente eleitoral” (as autárquicas realizam-se entre setembro e outubro).
“A câmara atua apenas com intenção única e exclusivamente eleitoral. Se ganhar, e espero que não, são mais quatro anos em que a cidade vai ficar sem intervenções”, afirmou.
Por seu lado, o vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro ironizou, afirmando que, “se calhar, era preciso haver eleições de seis em seis meses” para a câmara melhorar as ruas da cidade.
Na resposta, Manuel Salgado disse que há muitas décadas que não havia um inverno tão chuvoso, o que tornou “absolutamente necessário acelerar este programa”.