Lídia Sequeira lidera portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra até 2018

Lídia Sequeira lidera portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra até 2018
A ministra do Mar nomeou hoje os órgãos executivos para os portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, cujos Conselhos de Administração serão presididos por Lídia Sequeira.
 
Em comunicado hoje emitido pelo gabinete da ministra Ana Paula Vitorino, a tutela informa que foram nomeados, "por despacho conjunto com o ministro das Finanças", os Conselhos de Administração para os portos de Lisboa e Setúbal e Sesimbra para o triénio de 2016 a 2018.
 
Lídia Sequeira preside "em simultâneo" aos dois Conselhos de Administração e terá como vogais José Emílio Castel-Branco, Ricardo Medeiros dos Santos, Ricardo Jorge Roque e Carlos Alberto Maio Correia.
 
Este anúncio surge na sequência da decisão do Governo, tomada a 03 de março, de que os portos de Lisboa, Sesimbra e Setúbal passariam a ter uma administração conjunta.
 
Até agora, a Administração do Porto de Lisboa cabia a Marina Ferreira e a Administração dos Portos de Sesimbra e Setúbal a Vitor Caldeirinha, mas ambos terminaram os respetivos mandatos em dezembro.
 
No comunicado hoje emitido, o executivo refere que o objetivo é "imprimir uma maior dinâmica e eficácia às duas administrações portuárias", justificando assim "a nomeação de duas administrações portuárias que coincidem nos nomes, na missão e na vontade de a concretizar".
 
Licenciada em Economia, Lídia Sequeira presidiu o Conselho de Administração do Porto de Sines entre 2005 e 2013, tendo também passado pela Direção-Geral de Transportes Terrestres.
 
Lídia Sequeira foi coordenadora do grupo de trabalho para a revisão do sistema fiscal no setor dos transportes, foi subdiretora-geral de Transportes Terrestres e ainda gestora de fundos de coesão e gestora da Intervenção Operacional dos Transportes.
 
O diploma que estabelece os termos em que funcionarão os dois Conselhos de Administração foi publicado a 09 de março em Diário da República e determina que é competência deste órgão a "elaboração de instrumentos de gestão comuns, designadamente um plano estratégico comum às duas administrações portuárias e, tendencialmente, a constituição de serviços partilhados, num posicionamento de promoção das potencialidades de captação de investimento nacional e estrangeiro".
 
A acumulação de funções dos administradores permitirá, segundo o executivo, "uma otimização de soluções no âmbito operacional, conferindo-lhe, ao mesmo tempo, uma orientação coordenada e gerando os necessários consensos à boa consecução das atribuições que lhes estão legalmente cometidas no quadro de uma estratégia e organização comuns".