Largo de São Pedro vai mesmo para obras

Largo de São Pedro vai mesmo para obras
Interpelado pelo deputado municipal do Bloco de Esquerda, André Beja, em relação “às preocupações da população” sobre o projecto de requalificação do Largo D. Fernando II, Basílio Horta contrapôs: “temos tido imensos apoios em relação ao Largo de São Pedro”.  
“Mau está agora, em que assistimos à indisciplina completa de estacionamento”, reforçou o autarca, dando conta que o objectivo da intervenção “é disciplinar o estacionamento, colocá-lo numa parte do largo e libertar a outra parte para ser usufruída pelas pessoas”. 
“A requalificação do Largo da Feira de São Pedro de Sintra é uma excelente obra, que irá para a frente a partir de Setembro/Outubro deste ano”, frisou Basílio Horta. “O largo não pode continuar como está, completamente degradado e indisciplinado”, frisou o edil.
Segundo o projecto, da autoria do Ateliê 66-Maria João Patronilho, a intervenção visa devolver “às pessoas um espaço público qualificado”, com a criação de novas zonas de estadia e lazer, a par de mobiliário urbano mais adequado. 
“Um dos espaços de lazer que poderá tornar-se mais emblemático é o anfiteatro ao ar livre a norte da Praça D. Fernando II”, refere o projecto.
O estacionamento será organizado, com marcações no pavimento, com uma capacidade de 98 viaturas, já que “o objectivo principal é que todo o espaço tenha uma caracterização maioritariamente pedonal, sem barreiras físicas”.
A obra vai incluir o reaproveitamento de “todo o pavimento em cubo”, sendo considerado mesmo que “a reutilização do cubo existente será uma mais-valia de toda a intervenção”, como forma de manutenção da memória do local. 
A intervenção contempla a reabilitação do edifício existente de apoio ao recinto da feira, para além de um novo imóvel, com “a mesma linguagem arquitectónica”, que abrange instalações sanitárias, um gabinete de apoio e zonas de arrumos e técnica. 
O projecto abrange, ainda, a preservação do coberto arbóreo, numa área dominada pela presença de plátanos que, apesar de alguns se encontrarem “em mau estado fitossanitário”, vão ser mantidos.
Com esta obra, “promove-se a qualificação do espaço público, pensando na promoção do comércio local e de variadas actividades e eventos culturais”, com o resultado a dar origem a uma praça multifuncional, “onde um grande terreiro simplesmente faz cumprir todas as diversas funções, eventos de recreio e lazer”.
 
                                  JCS