Junta de freguesia quer criar praia urbana em Belém

Junta de freguesia quer criar praia urbana em Belém

O presidente da Junta de Freguesia de Belém disse hoje à agência Lusa que a autarquia pretende criar uma praia urbana no Parque das Missas, situado junto à estação fluvial, após obras de requalificação no local.

“A intenção é tentar fazer uma pequena praia de cidade naquele local”, disse hoje Fernando Ribeiro Rosa, salientando que este projeto visa “otimizar” o parque situado entre o Jardim Afonso de Albuquerque, o Palácio de Belém e o rio Tejo.

A junta pretende, assim, “aproveitar a zona” e criar um espaço “onde as pessoas se possam refrescar”, referiu.

Para isso, deverá ser colocada uma “estrutura com água” juntamente à zona com relvado, mantendo porém o caminho da frente ribeirinha, adiantou o presidente.

Sem especificar datas ou orçamentos, o autarca explicou que a infraestrutura que está a ser estudada com o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, mas deverá ser semelhante à que existe na zona da Expo, freguesia do Parque das Nações, junto ao Teatro Camões.

Porém, antes de implementar esta infraestrutura, será necessário reabilitar o local, que está atualmente degradado, nomeadamente na calçada.

“Queremos dar dignidade ao local, para que deixe de ser um parque selvagem”, assinalou o presidente, referindo-se ao estacionamento ilegal de autocaravanas.

A autarquia fez saber hoje, através de comunicado, que o Parque das Missas foi encerrado para realizar estas intervenções.

Segundo a junta de Belém, o parque também era usado “por entidades privadas para a realização de eventos, geralmente de promoção de marca ou do tipo exposição ou ainda de diversão”, autorizados pela Câmara de Lisboa.

Estas duas situações levaram à “degradação” da zona que é “altamente turística e enquadrada na área monumental de Belém”, assinalou a junta.

Por conseguinte, foi pedido aos caravanistas que abandonassem o local, para que esta autarquia o pudesse vedar, estando agora a “avaliar o estado do piso para poder orçamentar a sua reparação”.

Ainda de acordo com a nota da Junta de Freguesia, esta tarefa deveria ser feita pelo executivo municipal, tal como consta nos regulamentos. Porém, a câmara “não repara o espaço, apesar de ter um projeto de reabilitação para o mesmo”, defendem.

Numa resposta escrita enviada à agência Lusa, o município de Lisboa indicou apenas que Unidade de Coordenação Territorial (espaço público) da câmara, juntamente com a junta, “procedeu à desocupação do Terreiro das Missas e voltou a encerrar o referido espaço público com pilaretes bem como parte da sua zona de circulação envolvente, recorrente alvo de vandalismo e roubo dos referidos pilaretes dissuasores”.

A autarquia acrescentou que o objetivo desta intervenção é “evitar o desgaste intensivo do pavimento daquela área da frente ribeirinha - que está a ser objeto de um estudo para a sua requalificação e valorização – fustigada com a ocupação ilegal de autocaravanas e outros veículos”.