Jornais e rádios das comunidades portuguesas reuniram em Oeiras

Jornais e rádios das comunidades portuguesas reuniram em Oeiras

Jornalistas e representantes dos media da emigração propuseram em Oeiras a criação de uma plataforma de partilha de conteúdos online com o objectivo de optimizar meios e reduzir custos.

A ideia foi avançada durante a primeira sessão de trabalhos do Fórum dos Media das Comunidades Portuguesas, no qual participam cerca de três dezenas de representantes de jornais, rádios e televisões portugueses no estrangeiro.

Carlos Pereira, director do Lusojornal, França, sublinhou à agência Lusa a importância da criação de uma estrutura para a partilha de informação.

“É importante que haja uma plataforma para a partilha de meios e informação. Os nossos jornais são assumidamente jornais locais, o Lusojornal é de França mas há informação que outros jornais têm que nos pode interessar”, disse Carlos Pereira.

Para o director do Lusojornal "entre textos, vídeos e ficheiros de áudio, há muito para partilhar".

Carlos Pereira defendeu ainda a criação de uma agência comum para a comercialização em Portugal de publicidade para estes órgãos de informação.

“Sozinho não posso ter uma delegação comercial em Portugal, os outros órgãos também não, mas se nos juntarmos todos e criarmos uma delegação comercial...Faz todo o sentido fazê-lo agora porque há um mercado em Portugal interessado em promover os produtos lá fora”, disse.

Para João Noronha, do jornal Notícias, do Reino Unido, a criação de uma estrutura deste género “já deveria ter acontecido há muito tempo”.

“Há caminhos que se cruzam. Um jornal de comunidades vive grandes dificuldades. Criar uma associação que represente os meios de comunicação do exterior é essencial”, disse.

Por seu lado, Luís Pires, director do jornal Luso-Americano, dos Estados Unidos considerou “muito importante” a partilha de informação e conteúdos entre órgãos de informação das comunidades.

“Os meus leitores querem saber o que se passa nas outras comunidades e a melhor maneira é a criação de uma organização que possa movimentar-se virtualmente”, disse.

Segundo Luís Pires, a organização poderá funcionar ainda como "prevenção para os tempos de incerteza" que se vivem na comunicação de serviço público em Portugal, nomeadamente na agência Lusa e nos canais internacionais da RTP, e que o jornalista receia venha a afectar os jornais das comunidades.