Incêndios: Mafra desativa Plano Municipal da Proteção Civil, com fogos em rescaldo

Incêndios: Mafra desativa Plano Municipal da Proteção Civil, com fogos em rescaldo
Os três fogos que lavravam desde o final da tarde de domingo em Mafra entraram em fase de rescaldo, tendo sido desativado o Plano Municipal da Proteção Civil às 09:00 de hoje, disse o vice-presidente da câmara.
 
Joaquim Sardinha adiantou à agência Lusa que, numa reunião com os agentes da Proteção Civil, foi decidido "desativar o Plano Municipal da Proteção Civil", uma vez que os três principais incêndios que se registavam no concelho "estão todos em fase de rescaldo".
 
Segundo o autarca, estima-se que a área ardida desde domingo no concelho seja de 500 hectares, mas "não é relevante", uma vez que os bombeiros conseguiram restringir os três fogos às zonas de mato, onde começaram, e impedir que alastrassem a povoamento florestal, nomeadamente à Tapada Nacional de Mafra, distrito de Lisboa.
 
Apesar de terem entrado em fase de rescaldo, os três incêndios continuavam hoje de manhã a mobilizar quase duas centenas de operacionais, nas ações de vigilância.
 
No incêndio, que começou pelas 16:30 de domingo em Santo Isidoro, estavam envolvidos 53 homens e 14 veículos às 10:30, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
 
No de Vila Franca do Rosário, que começou às 18:00 de domingo e que os bombeiros temeram que entrasse na Tapada na última noite, estão ainda no terreno 56 operacionais, apoiados por 17 veículos, enquanto em Jerumelo/Vale da Guarda, freguesia do Milharado, há 72 homens e 22 veículos.
 
Os três fogos provocaram apenas danos em algumas estufas e armazéns agrícolas, segundo o autarca.
 
As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 27 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.
 
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.
 
Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.
 
Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.