Ídolos tem novos jurados

Ídolos tem novos jurados

Novamente com apresentação de João Manzarra e Cláudia Vieira, os “Ídolos” estão de volta à SIC, por enquanto com os tradicionais programas reveladores dos ‘castings’ que aconteceram por todo o país. O último decorreu no Estoril, com centenas de jovens a tentarem a sorte no mundo da música. “A verdade é que passaram dois anos (desde a última edição) e tem aparecido muita gente nova. Nota-se que há mais gente a aprender música, que a música já não é tanto um acidente”, revela Manuel Moura dos Santos, conhecido como o mais terrível dos jurados.

Nesta quinta temporada, Moura dos Santos acompanha Bárbara Guimarães, Tony Carreira e Pedro Abrunhosa, um painel novo que está completamente rendido à adrenalina do formato. “É a primeira vez que participo num programa deste género e devo dizer que não estava nada entusiasmado, mas agora digo que é uma das grandes experiências da minha vida”, revela Tony Carreira, um “rapaz educado demais para este programa”, interrompe a brincar Manuel Moura dos Santos, acrescentado que o cantor “passa a vida a pedir desculpas” quando tem que dizer “Não”.

Tony Carreira revela que custa-lhe a ideia de poder estar “a travar o sonho de alguém”, quando impede o concorrente de passar a uma fase seguinte e acrescenta que “há casos muito difíceis de decidir”.

Já Pedro Abrunhosa garante que o que mais o motiva “são os concorrentes que têm características muito individuais, porque esses sim são motivo de discussão aqui entre nós, mas sobretudo connosco próprios”. O músico nortenho adianta que tentou sempre ter “uma visão sociológica” nos ‘castings’, para descontar os nervos, e acrescenta que “às vezes é preciso mesmo adivinhar”. “Eu tento sempre perceber o que está intrínseco a cada concorrente, porque nem sempre fazem aquilo que conseguem de facto fazer”, acrescenta.

O concurso começa, mais uma vez, por revelar o que se passou nos ‘castings’ que percorreram várias cidades e que tanto divertem o público pelos “chamados cromos” que acreditam cantar bem, quando nem têm noção do ridículo. No entanto, o júri é unânime e só admite quem está ali de coração. “Aparecem muitos cromos que não são aproveitados. Nós só trabalhamos com aqueles que acham mesmo que são bons cantores. Aqueles que vêm para aqui à procura de um momento para aparecer na TV, não têm hipótese nenhuma, porque nós aqui não somos palhaços de serviço”, salienta Manuel Moura dos Santos.

A fazer-nos companhia a partir de agora, em todas as noites de domingo, os “Ídolos”, segundo acredita Bárbara Guimarães, “vão surpreender, sobretudo porque nunca sabemos o que ali se vai passar”!

Texto: Ana Raquel Oliveira

Foto: Promoção