Greve encerra cinco instalações da Valorsul

Greve encerra cinco instalações da Valorsul

A greve que os trabalhadores da Valorsul iniciaram às 00:00 de hoje para contestar a privatização desta empresa de valorização e tratamento de resíduos sólidos encerrou cinco das suas sete instalações, confirmou à Lusa a administração da empresa.
Em declarações à agência Lusa, a diretora de comunicação da Valorsul, Ana Loureiro, afirmou, contudo, que o valor total de adesão era ao final da manhã de 33%. Estes, sublinhou, são ainda dados provisórios.
A Valorsul tem quase 400 funcionários e atua em 19 municípios de Lisboa e do Oeste: Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.
Até ao final da manhã, apenas duas das sete instalações da empresa estavam a funcionar. Segundo a Valorsul, mantém-se aberta a sede, onde, pelas contas da administração, a adesão à greve foi de 13%, e o centro de tratamento de resíduos do Cadaval, onde a adesão ao protesto, apontou a empresa, foi de 14%.
A central de valorização energética (71%), a estação de tratamento e valorização orgânica (40%), o centro de triagem e ecocentro (61,29%), o aterro sanitário de Mato da Cruz (25%) e a instalação de tratamento e valorização de escórias (66,66%) “não estão a receber resíduos nesta fase”, disse a empresa.
Em declarações à agência Lusa, Navalha Garcia, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas, afirmou que o que está em causa neste protesto, que deverá manter-se até às 08:00 do dia 12, é, além da oposição dos trabalhadores à privatização da empresa, o corte e congelamento salarial, o não pagamento do subsídio de férias, e a redução no pagamento do trabalho extraordinário.
O sindicalista afirmou ainda que, em consequência desta greve, “os carros das câmaras municipais que recolhem o lixo não estão a descarregar os resíduos”, uma vez que quase todos os setores operacionais “estão paralisados”.
“Com a continuação da paralisação, o lixo acabará por acumular-se junto das casas das pessoas”, estimou.
Navalha Garcia afirmou ainda que estes trabalhadores já decidiram participar na greve convocada pelas duas centrais sindicais para dia 27 de junho.