Governo quer aliar turismo náutico a portos de pesca para aumentar importância do setor

Governo quer aliar turismo náutico a portos de pesca para aumentar importância do setor
O secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, defendeu hoje a necessidade de apostar na complementaridade entre turismo náutico e os portos de pesca, para aumentar a expressividade do setor.
 
"No quadro atual, o turismo náutico vale apenas um por cento do setor. Temos de conseguir que seja melhor e isso pode ser feito através de um reforço à complementaridade entre o turismo náutico com os portos de pesca", afirmou.
 
O secretário de Estado, que falava à agência Lusa à margem do seminário "Náutica de Recreio: Oportunidades para o Turismo?", em Oeiras, considerou que em Portugal há um grande contraste.
 
"Por um lado, temos algumas marinas de grande reconhecimento internacional, que ganham prémios, com grande valor, e, por outro, temos outras associadas a portos de pesca e com pouca atenção", sustentou.
Tornar os portos de pesca em locais mais atrativos é, assim, o objetivo apontado por Manuel Pinto de Abreu para melhorar o turismo náutico.
 
"Temos a perceção clara da importância dos portos de recreio no turismo, na criação de emprego e desenvolvimento económico", concluiu.
 
O seminário "Náutica de Recreio: Oportunidades para o Turismo?" decorre ao longo do dia de hoje no Porto de Recreio de Oeiras, no âmbito das comemorações dos seus 10 anos.
 
O presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, sublinhou que o objetivo do encontro é estabelecer parcerias, para reforçar o setor.
 
O autarca disse que, devido à crise, a Marina de Oeiras viu diminuir a sua procura e sublinhou a necessidade de ter de criar fatores atrativos.
 
Paulo Vistas lembrou que a autarquia está em negociações para adquirir a atual Pousada da Juventude, no Forte Catalazete, para ali fazer obras de reabilitação e "vocacioná-la para a procura da marina".
 
Oeiras tem também prevista, embora ainda sem datas definidas, a construção de duas novas marinas, uma em Paço de Arcos (em acordo com a Administração do Porto de Lisboa, num investimento inicial de 2 milhões de euros) e outra na margem direita do rio Jamor, em acordo com entidades privadas.