Governo conclui processo de agregação de escolas criando 18 novos agrupamentos

Governo conclui processo de agregação de escolas criando 18 novos agrupamentos

O Governo deu hoje por concluído o processo de agregação de escolas, criando 18 novos agrupamentos escolares, quase todos com mais de dois mil alunos, informou o Ministério da Educação e Ciência (MEC).
O maior dos agrupamentos criados, segundo uma nota de imprensa emitida pelo MEC, resulta da junção de dois agrupamentos de escolas em Vila do Conde, no distrito do Porto, com 3.301 alunos a cargo.
Dos novos 18 agrupamentos apenas três têm menos de dois mil alunos e foi no distrito de Lisboa, mas fora da capital, que se concretizaram mais junções de escolas e agrupamentos de escolas.
Odivelas tem quatro novos agrupamentos, dois dos quais com quase três mil alunos, a Amadora tem três novos agrupamentos escolares, um deles com 3.011 alunos, e Loures juntou mais uma escola a um agrupamento já existente, criando um novo agrupamento com mais de 2.500 alunos.
Porto, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal são os distritos pelos quais se distribuem os 18 novos agrupamentos escolares.
De acordo com a nota de imprensa emitida pelo MEC, as “18 novas unidades orgânicas” têm como “princípios essenciais” o reforço do projeto educativo e qualidade pedagógica das escolas, permitir aos alunos realizar todo o percurso escolar no âmbito do mesmo projeto educativo, facilitar o trabalho dos professores, ajudar a superar o isolamento de algumas escolas e racionalizar a gestão de recursos humanos e materiais das escolas.
“Os agrupamentos agora criados têm uma dimensão equilibrada e racional. Têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis. Criam estruturas verticais, que facilitam o percurso escolar dos alunos e a articulação entre os diversos níveis de ensino. Com as agregações agora estabelecidas, cumpre-se o compromisso de concluir este processo até o final do presente ano letivo”, refere a nota do Ministério.
Em janeiro o MEC tinha criado, também no âmbito da revisão da rede escolar, 67 novos agrupamentos, que mereceram críticas e acusações de sindicatos e diretores de escolas, que consideram que agrupamentos com milhares de alunos são difíceis de gerir.
Quer a Fenprof, quer a FNE, as principais federações sindicais de professores, manifestaram na altura a preocupação de que o resultado desta revisão da rede escolar fosse o despedimento de muitos docentes.