Google atraída por acessos e infra-estruturas

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Há décadas que o ‘Oeiras Valley’, como é designado pela Câmara Municipal, atraiu tecnológicas como a HP, a Cisco e a Colt. No caso da HP, já passaram cerca de 25 anos. A empresa originária dos Estados Unidos, que desenvolve produtos informáticos e serviços para consumidores e empresas, começou por se instalar num escritório em Santo Amaro, mas passou depois para o centro empresarial da Quinta da Fonte, onde ocupa agora a quase totalidade de um edifício.
“A localização onde as empresas estão pode, muitas vezes, ser um factor de atractividade na captação de recursos, quando temos de fazer novas contratações. E estarmos situados num concelho onde a qualidade de vida seja bastante atractiva torna as coisas mais fáceis”, indicou à agência Lusa o director-geral da HP, José Correia.
O responsável assinalou que, “ao longo das últimas duas décadas, o concelho de Oeiras tem conseguido dar passos muito importantes neste sentido”.
“Existem boas infra-estruturas que permitem que daqui se consiga muito rapidamente estar em Lisboa ou ter acesso à auto-estrada para acesso ao norte ou ao sul do país, há acesso a hospitais, escolas públicas e privadas, e isso faz com que as pessoas gostem de estar aqui. Também ninguém gosta de passar não sei quanto tempo em filas de trânsito infinitas”, elencou José Correia. Esta localização tem ainda sido crucial para a HP se aproximar dos clientes. “Permite-nos marcar reuniões cedo, porque funcionamos um pouco ao contrário do trânsito – quem vem de Lisboa e se quer deslocar para aqui de manhã não apanha trânsito e ao final do dia acontece a mesma coisa – e, do ponto de vista de estacionamento, por norma, não há grandes problemas”, observou o responsável.
Pela Quinta da Fonte passou também a Cisco Portugal, que cria soluções para redes e comunicações e está agora no Lagoas Park, num total de mais de 20 anos no concelho.
A empresa mudou de local porque precisava de um espaço “muito maior para acomodar o centro de operações”, tendo optado por um edifício neste parque empresarial que “passou em todos os testes” de segurança”, explicou à Lusa a directora-geral da Cisco Portugal, Sofia Tenreiro. Acresce que “os nossos colaboradores também vão fazendo a sua vida nesta zona e parece-nos que é sempre mais fácil nos mantermos próximos das casas, das famílias e dos colégios dos colaboradores”, assinalou a responsável.
“Temos uma luz enorme, vista de mar e conseguimos ter aqui uma qualidade de vida durante o dia muito simpática, com acesso a tudo, mas ao mesmo tempo com muita tranquilidade e menos poluição”, adiantou Sofia Tenreiro.
Sediada no Reino Unido, a Colt Technology Services enfrentou vários desafios na instalação da empresa em Portugal, tendo optado por se fixar no Parque Holanda, em Carnaxide, já lá vão 17 anos.
“A Colt é uma empresa de tecnologia, baseada em fibra óptica, e quando viemos para Portugal, o conceito da fibra óptica não existia tanto como é conhecido hoje. Foi sempre muito complicado explicar algo que era novo em Portugal, que implicava cavar valas, passar fibra óptica, colocar condutas”, disse à agência Lusa o responsável da empresa em território português, Carlos Jesus.
De acordo com o representante, a Câmara de Oeiras facilitou esta instalação porque teve “uma visão muito futurística da tecnologia”.
Esta localização tornou-se também fundamental por permitir que a Colt esteja num “ponto central”, nomeadamente junto aos clientes, alguns dos quais são as empresas tecnológicas da zona, apontou Carlos Jesus.
O concelho de Oeiras concentra 22.244 empresas, dando emprego a 137.843 pessoas e gerando um volume de negócios de 4,7 mil milhões de euros, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística de 2015.
Aqui estão concentradas 4,2% de empresas nos sectores de alta e média-alta tecnologia, sendo o município com maior percentagem na Área Metropolitana de Lisboa e em Portugal.
 
Lusa