GNR e PSP cooperam com Segurança Social para sinalizar idosos isolados

GNR e PSP cooperam com Segurança Social para sinalizar idosos isolados
As forças de segurança GNR e PSP vão passar a ter, em cada distrito, um elemento em contacto com a Segurança Social, de modo a passar informação sobre os casos de idosos isolados que possam merecer ser sinalizados.

A cooperação entre os ministérios da Solidariedade e Segurança Social e da Administração Interna foi hoje formalizada em protocolo, assinado pelos ministros Pedro Mota Soares e Miguel Macedo, com o objetivo de unir esforços no combate ao isolamento e solidão dos mais idosos.
“Com este protocolo, promoveremos uma maior articulação destas forças de segurança com os serviços da segurança social - no caso de Lisboa, uma articulação com a Santa Casa da Misericórdia -, e queremos fortalecer as parcerias locais para que a ação seja mais fluente e direta”, adiantou o ministro da Solidariedade.
De acordo com Pedro Mota Soares, a partilha de informação entre a GNR e PSP e os serviços da segurança social irá permitir “aos intervenientes acompanhar e encaminhar, para quem de direito, os casos que se venham a sinalizar”.
“Por distrito, as forças de segurança passam a ter um elemento que faça a ponte com a segurança social, em Lisboa com a Santa Casa da Misericórdia e, em conjunto, passam também a ser apoiados pela linha de emergência 144”, explicou Mota Soares.
O ministro da Solidariedade acrescentou ainda que, de seis em seis meses, será feito um relatório dos casos de idosos sinalizados em situação de isolamento, abandono ou risco.
Durante o seu discurso, o ministro da Solidariedade aproveitou para lembrar que o Governo tem tentado encontrar soluções para os mais idosos que preferem ficar em casa, e deu conta das recentes alterações ao funcionamento do serviço de apoio domiciliário (SAD).
“Uma resposta social que agora conta com um novo leque de cuidados e serviços, que vão dos tradicionais apoios à higiene pessoal, habitacional e nas refeições, até aos inovadores serviços de teleassistência, apoio psicossocial ou realização de pequenas modificações ou reparações no domicílio”, apontou Mota Soares.
O ministro da Solidariedade frisou que o país está a passar por um “envelhecimento demográfico acentuado”, ideia também destacada pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que salientou que Portugal está perante um novo “paradigma demográfico”.
Miguel Macedo defendeu que o “Estado não pode deixar de assumir o protagonismo que dele se espera” perante o “infeliz drama social da solidão, que afeta a população mais idosa”.
Na opinião do ministro da Administração Interna, este protocolo significa “um trabalho muito importante de atenuar um sentimento de insegurança em muitos destes teores vulneráveis da sociedade portuguesa”.
“Esse trabalho não é evidentemente possível sem a determinação dos comandos das duas forças de segurança e sem o empenho, a determinação, o acompanhamento e a especial proximidade que os agentes de uma força de segurança e os militares da outra força de segurança desenvolvem todos os dias no terreno”, defendeu Miguel Macedo.
Durante o seu discurso, o ministro da Administração Interna aproveitou para lembrar alguns dados estatísticos, nomeadamente as operações da GNR "Idosos em Segurança", iniciativa que, em 2011, realizou 2298 ações de sensibilização, abrangendo 53.274 pessoas idosas, e os Censos Sénior que, em 2012, sinalizou mais de 23 mil idosos a residir sozinhos. Já a operação "A solidariedade não tem idade”, da PSP, nos últimos sete meses, controlou 6.621 idosos e sinalizou outros 1.522.
De acordo com Miguel Macedo, isso significa que, por mês, foram controlados, em média, 974 idosos e sinalizados cerca de 217, ou seja, “foram, em cada dia útil, contactados 45 idosos e sinalizados 10”.