GNR detém 77 condutores por excesso de álcool

GNR detém 77 condutores por excesso de álcool

Setenta e sete condutores foram detidos domingo por condução sob efeito do álcool acima do limite legal, no âmbito da "Operação Baco”, que decorreu em estradas nacionais e secundárias, adiantou à agência Lusa fonte da GNR.

De acordo com o porta-voz da GNR, a "Operação Baco” decorreu entre as 00:00 e as 24:00 de domingo e envolveu 1.023 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais da GNR, que fiscalizaram 4.700 condutores em estradas nacionais e secundárias de todo o país, visando combater a sinistralidade rodoviária e a condução sob efeito do álcool.

“Fiscalizámos 4.700 condutores, destes fizemos 91 detenções, sendo que 77 apresentavam uma taxa de alcoolemia acima dos 1,2 g/l de sangue, cinco por falta de habilitação legal para conduzir e nove por outros motivos (como por exemplo tentativa de agressão a militares ou recusa em fazer teste de alcoolemia), adiantou à Lusa o major Gonçalo Carvalho.

De acordo com o porta-voz da GNR, foram testados 4.239 condutores e desses 263 apresentavam excesso de álcool. Nos 263 condutores estão incluídos os 77 detidos por excederem o limite legal”.

O major Gonçalo Carvalho justificou ainda que a "Operação Baco” foi realizada num período que normalmente é associado a um maior consumo de álcool, mas também porque 30 por cento das vítimas mortais registadas ocorrem entre a meia-noite e as seis da manhã.

“Quarenta e seis por cento dos mortos acontecem devido a acidentes de trânsito ao fim-de-semana e 30 por cento ocorrem entre a meia noite e as seis da manhã”, salientou.

A mesma fonte disse ainda que em “cada três vítimas mortais, duas têm idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos”.

A GNR realizou uma operação semelhante em agosto, tendo fiscalizado 9.942 condutores e detido 113 por condução com excesso de álcool.

Também em agosto, a "Operação Baco" visou combater a sinistralidade rodoviária, com "maior incidência nas vias mais críticas da zona de ação da GNR e onde se verificam os maiores índices de sinistralidade rodoviária", concluiu.