'Frei Luís de Sousa' estreia sexta-feira em Almada

'Frei Luís de Sousa' estreia sexta-feira em Almada
A peça "Frei Luís de Sousa", de Almeida Garrett, estreia-se no dia 01 de abril, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, numa encenação de Rogério de Carvalho, que respeita o texto original do drama.
 
Em declarações à agência Lusa a propósito da peça, Rogério de Carvalho classificou a obra como "um dos melhores textos de teatro que já teve em mãos", com uma "textura dramática muito rara de encontrar".
 
"Para mim foi uma descoberta, pois, além de ser uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, é um dos melhores textos de teatro que já me passaram pelas mãos, pela intensidade dramática, pela textura", disse o encenador à agência Lusa.
 
A peça é a 153.ª produção da Companhia de Teatro de Almada e o antigo diretor da companhia, Joaquim Benite, já tinha pensado levá-la a cena, o que acaba por só se concretizar agora, pelas mãos de Rogério de Carvalho.
 
A encenação surgiu por proposta da companhia ao encenador, o que não foi alheio ao facto de os personagens daquele drama em três atos terem residido em Almada (Manuel de Sousa Coutinho, nome secular de frei Luís, foi capitão-mor da localidade).
 
Rogério de Carvalho sublinhou ainda o "pulsar e as tensões" características desta obra de Almeida Garrett, que denotam que o autor "tinha um grande conhecimento sobre a maquinaria do teatro".
 
O facto de a peça se reportar a uma altura de crise, permite ao público rever-se no drama de Almeida Garrett, afirma Rogério de Carvalho.
 
"Frei Luís de Sousa" vai estar em cena na sala principal do Teatro Municipal Joaquim Benite até 30 de abril. Pode ser vista de quarta-feira a sábado, às 21:30, e aos domingos, às 16:00.
 
Escrita em 1843 e publicada no ano seguinte, "Frei Luís de Sousa" foi estreada em 1847, no Teatro do Salitre, e é considerada a obra-prima do teatro romântico português.
 
A ação gira em torno da vida do escritor seiscentista Frei Luís de Sousa (Manuel de Sousa Coutinho) e tem como pano de fundo a resistência portuguesa ao domínio filipino (1580-1640).
 
As interpretações estão a cargo de Adriano Carvalho, Alberto Quaresma, António Fonseca, Carlos Fartura, Joana Castanheira, João Farraia, Marques D'Arede, Pedro Walter, Teresa Coutinho e Teresa Gafeira.
 
A cenografia é de José Manuel Castanheira e o figurino, de Mariana Sá Nogueira.