Fernando Seara vai recorrer da decisão do Tribunal Cível que impede a sua candidatura a Lisboa

Fernando Seara vai recorrer da decisão do Tribunal Cível que impede a sua candidatura a Lisboa

O líder da distrital social-democrata de Lisboa disse hoje que o PSD vai recorrer da decisão do Tribunal Cível de Lisboa, que impede Fernando Seara de se candidatar à Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas deste ano.
O Tribunal Cível de Lisboa declarou hoje impedido o atual presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, de se candidatar à presidência da Câmara de Lisboa e o PSD e o CDS-PP de o apresentarem como candidato nas eleições autárquicas deste ano, segundo a sentença sobre uma providência cautelar interposta pelo Movimento Revolução Branca, a que a agência Lusa teve hoje acesso.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da distrital social-democrata de Lisboa, Miguel Pinto Luz, disse que o PSD vai recorrer da decisão e que a interpretação da candidatura de Seara da lei de limitação de mandatos é diferente da do tribunal.
"O nosso entendimento não é este, por isso, vamos recorrer para as instâncias superiores [Tribunal da Relação]. Nós continuamos a acreditar que as candidaturas são possíveis e iremos argumentar nesse sentido", afirmou.
Miguel Pinto Luz considerou ainda que "urge clarificar" a lei da limitação de mandatos "de uma vez por todas" e acusou o PS de "taticismo" por não o ter querido fazer.
O presidente da distrital do PSD de Lisboa admitiu que esta decisão "é um contratempo" na candidatura à presidência da Câmara de Lisboa, mas que Fernando Seara é "o melhor candidato" para que os sociais-democratas voltem a liderar a capital.
Recordando que a candidatura de Seara ainda não foi formalizada, o social-democrata indicou que o Tribunal Cível de Loures arquivou a providência cautelar interposta pelo mesmo movimento para impedir a candidatura do atual presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, à presidência da autarquia de Loures.
"O argumento usado pelo Tribunal em Loures foi o de que a candidatura ainda não foi formalizada.