Feira do Livro de Lisboa tem reconhecimento crescente da comunidade literária

Feira do Livro de Lisboa tem reconhecimento crescente da comunidade literária
O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), João Amaral, que organiza anualmente a Feira do Livro de Lisboa, disse hoje que o certame "tem ganhado reconhecimento crescente, por parte da comunidade literária".
 
João Amaral falava aos jornalistas na apresentação da 86.ª edição da feira, que começa na próxima quinta-feira, às 11:00, com uma parada de mascotes das personagens favoritas dos leitores infantojuvenis, acompanhada por uma banda de mimos que tocam música do filme "Dixieland".
 
Segundo João Amaral, há não só um reconhecimento crescente, "por parte da comunidade literária, como das instituições que apoiam e divulgam os novos valores literários".
 
Amaral realçou o facto de a Feira ser escolhida como cenário para a entrega de diferentes prémios, entre os quais o LeYa de Literatura, o Literário UCCLA [União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas] - Novos Talentos, o Novos Talentos Pingo Doce, o Prémio do Plano Nacional de Leitura e o prémio Livraria Preferida dos Portugueses.
 
Segundo divulgou hoje o diretor técnico da Feira, Pedro Pereira da Silva, que citava dados da própria APEL, recolhidos em certames anteriores, em média passam diariamente pela Feira 25.000 pessoas, "sendo os mais participativos os jovens e pessoas acima dos 45 anos".
 
Referindo-se ao perfil do visitante, o responsável disse que 90% aconselha a visita à Feira do Livro de Lisboa e mais de 70% aguarda com expectativa a edição seguinte.
 
Pedro Pereira da Silva disse que "as pessoas saem da Feira mais bem-dispostas, mais animadas" e que este é "um contributo para o seu bem-estar".
 
Cada visitante passa em média duas horas por dia na feira, e faz mais do que uma visita durante a sua realização.
 
Segundo o responsável, regista-se uma fidelização entre os 60 e os 70%, enquanto os novos leitores oscilam entre os 30% e os 35%, e mais de 70% dos visitantes frequentaram o Ensino Superior.
 
Outro dado estatístico é que 70% dos visitantes só vem ao Parque Eduardo VII quando se realiza a Feira do Livro.
 
Bruno Pacheco, secretário-geral da APEL, adiantou que o negócio da feira "deve situar-se entre os três e os quatro milhões de euros", tendo afirmado que, "dependendo de pavilhão para pavilhão, diariamente cada um realiza entre os 10.000 e os 15.000 euros, o que está alinhado com o valor do mercado".
 
A programação da edição deste ano inclui música, conferências, debates, teatro, sessões de culinária e "'performance' de poesia, com música".
 
No dia 03 de junho, numa homenagem ao escritor Vergílio Ferreira (1916-1997), que nasceu há cem anos, é exibido o filme "Manhã submersa", baseado numa das suas obras, que é antecedido por uma conversa entre Lauro António, realizador do filme, e a escritora Lídia Jorge.
 
Uma das áreas que este ano tem melhorias, de acordo com os responsáveis da APEL, é a da restauração, com 40 novos espaços de refeição, dez dos quais participam pela primeira vez.
 
"Todas as praças da feira têm espaço de comes e bebes", disse Pedro Pereira da Silva. Esta é uma das áreas que é um fator atrativo para o visitante, segundo o responsável.