Familiar adaptado à crise

Familiar adaptado à crise

Citroën entra no mercado ‘low cost’ com o C-Elysée
Cada vez mais abrangente, com modelos de segmento médio e de alta-costura, a Citroën entrou agora também no mercado ‘low cost’. O novo C-Elysée, recentemente revelado em Barcelona e já em comercialização no nosso país, é o exemplo prático de um carro adaptado à crise. Inicialmente, esta berlina familiar de três volumes com quatro portas foi pensada para singrar em mercados emergentes do Leste Europeu, Ásia ou América do Sul, mas a crise que afecta países como Portugal, Espanha ou Grécia, abriu-lhe novos horizontes de sucesso.
Este é, sem dúvida, o carro ideal para vender em tempo de austeridade, pois oferece tudo o que é necessário num familiar por um preço bastante acessível. Basta dizer que a versão topo de gama (Exclusive), equipada com o já conhecido motor 1.6 HDi de 92 cv, custará menos de 20 mil euros, enquanto a entrada na gama, com recurso ao motor tricilíndrico 1.2 VTi de 72 cv, a gasolina, é feita a partir dos 15 mil euros. A completar o lote de motorizações disponíveis para o mercado luso há ainda a opção pelo bloco a gasolina 1.6 VTi de 115 cv.
Em Barcelona tivemos ocasião de testar o 1.6 HDi Exclusive, precisamente a versão que mais adeptos pode conquistar. Longe da ideia de que um ‘low cost’ pouco ou nada tem, o C-Elysée apresenta nível de equipamento muito razoável: jantes de liga leve, ar condicionado, vidros e espelhos eléctricos, computador de bordo, rádio/CD com Bluetooth, sensores de estacionamento, ‘airbags’ frontais e laterais e ESP. Falta, claro, o requinte e a qualidade de alguns materiais e revestimentos, mas mesmo assim tudo se apresenta a nível muito aceitável tendo em conta o preço final. Depois, há outro factor que, a juntar à fiabilidade e robustez do modelo, pode fazer com que o C-Elysée seja uma carta a incluir, por exemplo, na diversificada frota de táxis lisboeta: a habitabilidade.
Com apenas 4,4 m de comprimento, o modelo francês garante espaço a rodos e conforto ‘q.b.’ para os três (verdadeiros) lugares traseiros e ainda uma bagageira de... 506 litros.
Ainda ao nível do conforto, o C-Elysée mantém os padrões habituais da Citroën no que toca ao trabalho das suspensões, outra das características apreciadas por quem procura um carro familiar. Não é, certamente, destinado a um público jovem, mas poderá fazer as delícias de pais e avós nos seus passeios de fim-de-semana.