Falta um ano para as Autárquicas e já há candidatos anunciados

Falta um ano para as Autárquicas e já há candidatos anunciados
A um ano das eleições autárquicas de 2017, os partidos começam, lentamente, a definir as suas estratégias locais e são conhecidos os primeiros candidatos.
   
Os eleitores vão ser chamados a votar nas décimas segundas eleições autárquicas após o 25 de Abril, tendo as anteriores, em 2013, decorrido logo após a reorganização territorial das freguesias, que levou à redução de mais de um milhar destas autarquias locais, para 3.092, em 232 dos 308 municípios do país.
 
Os grupos parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda apresentaram, entretanto, projetos de lei para a reposição das freguesias, com consulta às populações, a tempo das autárquicas de 2017, enquanto o PS prefere a avaliação da reforma e mais competências para as autarquias após o ato eleitoral, na linha do que preconiza o Governo.
 
Por iniciativa do ministro-Adjunto, Eduardo Cabrita, foi constituído um grupo técnico, com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e Associação Nacional de Freguesias (Anafre), para definir, até novembro, critérios da avaliação da reorganização das freguesias.
 
Se o tempo para a reposição de freguesias começa a escassear, as estruturas locais partidárias já iniciaram os processos para escolha de candidatos.
 
A coordenadora autárquica do PS, Maria da Luz Rosinha, explicou que o trabalho dos autarcas socialistas "justifica a confiança na recondução, mas mesmo assim a expectativa será ganhar mais algumas" autarquias.
 
"Agora, esperamos continuar a ter a presidência da ANMP e da Anafre", frisou a deputada socialista.
 
O coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, também assumiu como objetivo "ter o maior número de freguesias e de concelhos", ou seja, "ganhar a presidência da ANMP e da Anafre".
 
O também presidente da Câmara de Cascais adiantou que "nos casos em que possa haver convergência com as candidaturas ditas independentes, a regra é que o candidato seja indicado pelo PSD, embora possa ser como independente".
 
Podem estar nessa situação os antigos autarcas sociais-democratas Marco Almeida, vereador independente em Sintra, e Paulo Vistas, presidente da Câmara de Oeiras, eleito pelo movimento IOMAF (Isaltino, Oeiras Mais à Frente), que se recandidata recetivo a "apoios de todos os partidos".
 
"Eu serei candidato independente e a candidatura, seja em que modelo for, terá sempre a designação Sintrenses com Marco Almeida", disse à Lusa o antigo vice-presidente de Sintra, em negociações com outros movimentos partidários e cidadãos.
 
Entretanto, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, anunciou que vai concorrer à câmara da capital em 2017, sem esperar pelo PSD, que ainda não divulgou o candidato para Lisboa.
 
No distrito de Lisboa, também o presidente da Câmara de Alenquer, Pedro Folgado (PS), já anunciou a sua recandidatura.