Estado vende antigo Hospital da Marinha por 18 milhões

Estado vende antigo Hospital da Marinha por 18 milhões
Apenas quatro de 19 imóveis do Estado levados hoje a hasta pública foram arrematados e o mais disputado foi o antigo Hospital da Marinha (Lisboa), licitado a partir dos 12 milhões de euros e vendido por quase 18 milhões.
 
Com esta iniciativa, o Estado conseguiu mais de 23 milhões de euros (23.440.600 euros) com a alienação de quatro imóveis: dois edifícios localizados em Lisboa, uma casa em Cascais e um terreno para construção em Setúbal.
 
A hasta pública foi promovida pela Direção Geral do Tesouro e Finanças, em Lisboa, compreendendo 19 imóveis com diferentes localizações e com um valor base de licitação agregado de 20,2 milhões de euros.
 
Nesta hasta, estavam integrados imóveis localizados nos distritos de Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Lisboa e Setúbal, dos mais diversos usos, dimensões e valores de licitação.
 
O imóvel que despertou maior interesse de compra foi o edifício das antigas instalações do Hospital da Marinha, com sete pisos e com uma área bruta privativa de 14.980 metros quadrados, localizado na freguesia de São Vicente, em Lisboa.
 
O edifício tinha um valor base de licitação de cerca de 12 milhões (12.032.000 euros), teve mais de 30 disputas e foi arrematado por quase 18 milhões de euros (17.936.500 euros).
 
Segundo a organização da Semana da Reabilitação Urbana (no âmbito da qual decorreu a hasta pública), o imóvel foi adquirido por um investidor privado de origem francesa.
 
Ainda no concelho de Lisboa, foi alienado um edifício na freguesia da Misericórdia, propriedade do Instituto do Emprego e Formação Profissional, por 2,9 milhões de euros, tendo-se mantido o valor base de licitação.
 
Já no concelho de Cascais, uma casa de rés de chão, 1.º e 2.º andares com uma área bruta privativa de 140 metros quadrados, propriedade do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, foi licitada pelo valor base de 363 mil euros e arrematada por 379 mil euros.
 
Para além destes três imóveis, foi vendido um terreno para construção com 19.859,63 metros quadrados no concelho de Setúbal, com uma proposta de compra por 2.225.100 euros, mais 100 mil euros do que o valor base de licitação (2.225.000).
 
Estas quatros imóveis ficaram “provisoriamente adjudicados” aos interessados compradores, uma vez que durante a hasta pública não houve qualquer direito de preferência das Câmaras Municipais em que se localizam as propriedades.
 
Os outros 15 imóveis do Estado que não foram arrematados dizem respeito a uma casa, no concelho de Montemor-o-Velho, em Coimbra, com o valor base de licitação de 165 mil euros; quatro escritórios no mesmo edifício, em Évora (479 mil euros); uma moradia em Évora (750 mil euros); seis escritórios no mesmo imóvel, em Faro (600 mil euros); duas moradias geminadas, em Faro, propriedade do Instituto de Gestão Financiamento da Agricultura e Pescas (241 mil euros); um armazém em Leiria, propriedade do Instituto da Vinha e do Vinho (360 mil euros); e dois edifícios com utilização independente, em Setúbal, por 135.860 euros.
 
A iniciativa integrou o programa da III Semana da Reabilitação Urbana, que decorre até sábado, na Sociedade de Geografia de Lisboa.