Estádio Nacional preparado para receber 73.ª final da Taça de Portugal

Estádio Nacional preparado para receber 73.ª final da Taça de Portugal

Hermínio Loureiro, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), acredita que “estão reunidas todas as condições para uma grande festa do futebol português”, com a garantia de “casa cheia” e num “local mítico, com história e tradição”, que sofreu melhoramentos significativos durante o último ano. Num encontro com jornalistas para a apresentação de todo o programa da final da Taça de Portugal, a ter lugar no próximo domingo, no Estádio Nacional, em Oeiras, também o comissário da PSP de Oeiras, Rui Pereira, apontou as obras efetuadas no complexo desportivo do Jamor como uma das razões para a melhoria significativa das condições de segurança. As portas do estádio vão abrir Às 14h45, mas o responsável máximo pela segurança em redor de todo o recinto e no seu interior sugere aos adeptos que "cheguem o mais cedo possível".
Quanto aos intervenientes, Benfica e Vitória de Guimarães, também foi feita uma antevisão da final. Rui Costa rejeitou a ideia de que a conquista da Taça de Portugal possa ser servir para salvar a época futebolística do Benfica, advertindo que o clube lisboeta “não se contenta em ser vice-campeão”.
Apesar de ter falhado sobre a meta as conquistas do campeonato, “entregue” ao FC Porto com uma derrota na penúltima jornada no estádio do rival portuense, e da Liga Europa, ao perder na final frente ao Chelsea, o administrador da SAD benfiquista considerou que o Benfica realizou “uma temporada positiva”.
“Estivemos em todas as frentes e se é verdade que não ganhámos, lutámos até ao último segundo, exceto na Taça da Liga. Não está em causa ganhar a Taça de Portugal para salvar a época”, assinalou Rui Costa, durante a conferência de imprensa de apresentação da 73.ª final da Taça de Portugal, que se vai disputar no domingo com o Vitória de Guimarães, a partir das 17:15 horas.
Para Flávio Meireles, diretor desportivo dos vimaranenses, a presença no Estádio Nacional, em Oeiras, constitui “um prémio merecido”, numa época de “grandes dificuldades” para o clube minhoto, que perdeu as cinco finais que disputou, em contraponto com o Benfica, recordista de triunfos da prova, com 24 títulos.
“O Benfica não se pode contentar com o que já conseguiu no passado. O objetivo é aumentar esse recorde. [...] A reação do público na despedida ao Estádio da Luz demonstra que a temporada foi positiva. Mas um clube como o Benfica não se contenta com o aplauso dos adeptos, contenta-se com vitórias. Não se contenta em ser vice-campeão”, observou Rui Costa.
O dirigente benfiquista advertiu que o clube “quer ser campeão e lá estará no próximo ano para ganhar títulos”, mas para já está concentrado em vencer a Taça de Portugal, o único troféu que poderá erguer depois de ter falhado o objetivo de conquistar o campeonato e a Liga Europa.
“Não jogaríamos a final da Taça de Portugal de forma diferente se tivéssemos ganhado o campeonato e a Liga Europa. É uma festa aguardada pelo Benfica há alguns anos, porque há alguns anos que não vai à final da Taça de Portugal. Felizmente, conquistou esse direito”, disse o administrador da SAD “encarnada”.
Flávio Meireles avisou que o Guimarães também se apresentará no Jamor com “uma equipa jovem e com ambição”, que não encontrará “melhor palco para demonstrar o seu valor”, manifestando-se convicto de que à sexta presença no jogo decisivo “será de vez”.
“Estamos nesta final para fazer história. Não queremos estar apenas presentes em mais uma final, queremos de uma vez por todas conquistar o troféu. É a sexta final e espero que desta vez possa levar o troféu para Guimarães, porque a cidade bem o merece”, defendeu o diretor desportivo do Guimarães.
Flávio Meireles assegurou que a goleada por 6-2 sofrida frente ao FC Porto em 2011, na última vez que pisou o relvado do Estádio Nacional, “já faz parte do passado”, pois “só há dois ou três jogadores [do atual plantel do Vitória de Guimarães] que participaram nessa final”.
Rui Costa lembrou que, apesar de o Benfica ser o clube com maior número de finais disputadas, com 33, não disputa o jogo decisivo desde 2005 (derrota por 2-1 com o Vitória de Setúbal), pelo que a final deste ano “será uma novidade para quase todos os jogadores” do clube lisboeta.