Época balnear já fez nove mortes

Época balnear já fez nove mortes

Nos primeiros três meses da época balnear oficial morreram afogadas nas praias portuguesas nove pessoas, duas em praias marítimas vigiadas, revelou hoje o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN).

Cinco mortes ocorreram em praias marítimas não vigiadas e outras duas em praias fluviais não vigiadas.

De acordo com Nuno Leitão, do ISN, as duas mortes registadas em praias marítimas vigiadas entre 01 de Junho (data oficial de arranque da época, embora alguns concelhos a tenham antecipado em maio) e 31 de Agosto aconteceram por incumprimento das regras de segurança.

Segundo aquele responsável, dos dois jovens em causa, um não cumpriu “as regras elementares de segurança” e outro “não respeitou a sinalética das bandeiras nem cumpriu as indicações dos nadadores-salvadores”.

Nuno Leitão falava hoje aos jornalistas à margem da cerimónia do balanço dos primeiros três meses da época balnear, que hoje decorreu na praia de Cabanas, em Tavira, com a presença do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco.

No ano passado, não se registaram mortes em praias vigiadas, mas morreram seis pessoas em praias marítimas não vigiadas e uma numa praia fluvial não vigiada.

Contudo, Nuno Leitão sublinhou que Portugal é dos países do mundo com menor taxa de mortalidade verificada nas praias, que classifica como “seguríssimas”.

“Se todos nós tivermos uma cultura de segurança, se todos nós lidarmos com o mar numa atitude consciente e de segurança, naturalmente vamos conseguir reduzir estes números ainda mais”, alertou.

As duas mortes registadas este ano em praias vigiadas aconteceram nas praias do Amaro, na capitania de Lisboa, e Grande, na de Cascais.

As restantes mortes ocorreram na área de jurisdição das capitanias de Lagos, Douro, Aveiro e Nazaré.

No âmbito do projecto ‘Moto de salvamento marítimo e motos 4X4’, registaram-se quase 500 casos de salvamento, mais de mil assistências de primeiros socorros, e 124 buscas de crianças perdidas na praia.

Já no âmbito do projecto ‘Amarok’, em parceria com um grupo automóvel, verificaram-se 264 assistências balneares, 1.042 assistências de primeiros socorros e 286 buscas com sucesso de crianças perdidas.

A época balnear oficial deste ano termina a 17 de Setembro, embora seja alargada em alguns areais.