EMEL gasta 25 mil euros para emendar obra contestada

EMEL gasta 25 mil euros para emendar obra contestada

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) gastou 25.000 euros a repor a circulação na Avenida Brasília, no Cais do Sodré, depois de ter construído um passeio que obrigava a conduzir por um parque de estacionamento.

O valor foi hoje adiantado à Lusa pelo director de comunicação da empresa, Diogo Homem.

Em Outubro de 2011, o trânsito na Avenida Brasília foi cortado a meio por um passeio e duas rotundas (uma de cada lado do passeio), o que obrigava os automobilistas a voltarem para trás ou a entrar num estacionamento pago da EMEL, junto ao restaurante Meninos do Rio, para retomarem o percurso mais à frente.

A medida gerou indignação de quem achava que aquela era mais "uma portagem" de acesso a Lisboa. Alguns automobilistas chegavam mesmo a subir o passeio para continuar o percurso pela avenida.

Meses depois, as cancelas de acesso ao parque foram retiradas e os automobilistas passaram a atravessá-lo gratuitamente para continuar pela avenida, apesar de o estacionamento continuar a ser tarifado pela EMEL.

A medida gerou na altura críticas também por parte da oposição na Câmara de Lisboa, com o PSD a pedir que as condições iniciais fossem repostas pela insegurança que causava dentro do parque e pelo aumento de tráfego que provocou na Avenida 24 de Julho, já que a Avenida Brasília era usada "como alternativa" ao tráfego da Baixa.

Cerca de dois anos depois de o trânsito ter sido cortado a meio, o director de comunicação da EMEL disse que as obras de 25.000 euros para remover o passeio e as rotundas começaram no início de Outubro.

Apesar de na altura a Câmara de Lisboa ter explicado que o objectivo da medida era optimizar o interface de transportes do Cais do Sodré, onde pretendia que deixassem de passar tantas viaturas, agora o vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva, afirmou que "sempre foi contra a medida".

"Aquilo foi um disparate que alguém se lembrou de fazer para limitar o trânsito. Eu quando soube daquilo quis que fosse retirado", disse Nunes da Silva à Lusa, atribuindo a responsabilidade das obras para a EMEL.

Confrontado com estas declarações, Diogo Homem disse que a obra inicial se inseriu no reordenamento viário e do estacionamento concretizado pela empresa nessa área, mas não quis comentar a posição do vereador.

A EMEL estima que a obra - para que a circulação volte ao que estava há dois anos - esteja concluída no final do mês de Outubro