Reflexão sobre a tarefa de educar (parte 2)

Reflexão sobre a tarefa de educar (parte 2)
Iniciámos esta rubrica em que partilhamos alguns conceitos e ideias sobre esta fantástica ciência que é a psicologia, com uma reflexão sobre o estilo educativo a aplicar no nosso relacionamento com os mais novos. Abordámos os estilos autoritário e permissivo, bem como as consequências dos mesmos.
 
Desta vez, apresentamos o estilo democrático:
Como o nome indica, tem como objetivo uma participação activa e responsável de ambas as partes na “arte de educar”. Este, valoriza a disciplina construtiva; respeita a individualidade dos filhos e ensina normas e valores sociais. 
Os educadores são meigos e afectuosos, consistentes, exigentes, firmes na afirmação dos padrões e dispostos a aplicar um castigo adequado e sensato na hora certa. 
Explicam com firmeza e voz calma a sequencia dos acontecimentos, sem cedências uma vez tomada  a decisão. Consideram que pais e filhos têm direitos e necessidades a respeitar, pelo que ambas as partes podem fazer cedências.
 
Consequências:
Os filhos sentem-se seguros por saberem os seus limites; sabem que são amados e, ao saberem o que se espera deles, não se põem em causa quando não conseguem. Tendem a ser mais respeitadores, tolerantes, assertivos e responsáveis; a confiar mais nas suas capacidades e a controlarem-se. No futuro terão mais facilidade nas tomadas de decisão. 
 
Escolha bem o estilo educativo que quer aplicar na sua família sendo que, muitas vezes, passamos de um para outro, conforme a situação e necessidade. 
É óbvio que não há fórmulas mágicas, mas lembre-se que educar é uma arte!
 
Ana Paula Reis
Psicóloga