Dormidas na hotelaria crescem quase 15% em novembro impulsionadas pelos estrangeiros

Dormidas na hotelaria crescem quase 15% em novembro impulsionadas pelos estrangeiros
O número de hóspedes na hotelaria cresceu 12,6% em novembro de 2016, enquanto as dormidas aumentaram 14,7%, na comparação homóloga, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que destacou o contributo do mercado internacional.
 
Na informação divulgada hoje, o INE indicou que os estabelecimentos hoteleiros registaram 1,1 milhões de hóspedes (12,6%) e 2,9 milhões de dormidas (14,7%) no penúltimo mês de 2016, num cenário que registou uma subida da representatividade do mercado internacional nas dormidas (19,5% para 2,1 milhões), com o "contributo de um importante evento internacional em Lisboa".
 
No início de novembro, decorreu na zona do Parque das Nações, em Lisboa, a conferência internacional de tecnologia e inovação WebSummit.
 
Os 13 principais mercados emissores concentraram 81,5% das dormidas de não residentes, com o Brasil a crescer 94,7%, o que compara com um resultado "muito desfavorável" em novembro de 2015 (-20,1%).
 
Foram ainda notadas subidas nas dormidas do mercado francês (22,1%), britânico (13,9%), alemão (16,8%) e espanhol (6,4%).
 
"Destaca-se também a evolução do mercado irlandês (35,6%) e do norte-americano (29,5%)", lê-se na informação do INE.
 
A estada média (2,56 noites) aumentou 1,9%, interrompendo a tendência negativa dos últimos dois meses e a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 34,8% (num aumento de 3,8 pontos percentuais). No conjunto de janeiro a novembro de 2016 a taxa de ocupação foi de 50,2% (+2,4pp).
 
O INE indicou o "aumento significativo" nos proveitos, com os totais a atingirem os 153,7 milhões de euros, mais 23,6%, e os de aposento 106,2 milhões de euros, um crescimento de 26,2%.
 
O rendimento médio por quarto disponível (RevPar) registou uma subida de 23,2% (28,1 euros).
 
Por regiões, em novembro notaram-se subidas nas dormidas sobretudo nos Açores (25%), Algarve (19,5%), Área Metropolitana de Lisboa (15,6%) e Norte (15,2%). O principal destino foi Lisboa, com 31,3% do total.
 
Com 797,1 mil dormidas (numa subida de 3,9%), o mercado interno registou uma maior evolução na Madeira (+14,7%).
 
Lisboa liderou ainda as preferências quanto a dormidas de não residentes (32,9%), com o INE a referir que o "aumento das dormidas em Lisboa por parte de não residentes foi o maior desde fevereiro de 2015 (+22,1%)" e recordar a realização de um "importante evento internacional cujo impacto se poderá ter estendido também a outras regiões do país".
 
No acumulado, Portugal registou entre janeiro e novembro de 2016 17995,7 milhões de hóspedes, numa variação homóloga de 9,9%, e mais de 51 milhões de dormidas, numa subida de 9,5%. Em terreno negativo está a estada média (-0,4% para 2,84 noites). Os proveitos totais ascendem a 2764,1 milhões (+17,1%) e por aposento há uma subida de 18,1% para 2006,8 milhões.
 
Nos primeiros 11 meses do ano, houve uma subida de 5,2% nas dormidas de residentes e de 11,3% quanto a não residentes.