Detidos por assalto e homicídio na A16 ficam em prisão preventiva

Detidos por assalto e homicídio na A16 ficam em prisão preventiva
Os três suspeitos de um assalto a uma carrinha de valores em Sintra do qual resultou a morte de um homem, em fevereiro de 2016, ficaram em prisão preventiva, revelou fonte da Polícia Judiciária.
   
Os três homens foram detidos na terça-feira, dia em que a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que três outros suspeitos deste grupo de seis elementos já tinham sido detidos, dois deles no âmbito de outros processos-crime e um terceiro em Inglaterra, para onde fugiu depois do assalto.
 
Este suspeito foi detido no âmbito de um mandado de detenção europeu, a pedido da PJ.
 
Segundo a mesma fonte, os três suspeitos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo um juiz de instrução criminal de Sintra decretado a medida de coação mais gravosa: a prisão preventiva.
 
A 28 de fevereiro de 2016, após consumarem o assalto à carrinha de transporte de valores, junto a um supermercado do Lourel, os seis suspeitos fugiram na direção da Autoestrada 16 (A16), mas a viatura em que seguiam despistou-se, levando a que tivessem, "com a utilização de armas de fogo, procurado roubar outras viaturas para continuarem a fuga".
 
"No desenvolvimento desta ação balearam um condutor que circulava com a família na A16, provocando quase de imediato a sua morte", adiantou uma nota policial.
 
A vítima mortal foi atingida quando conduzia a sua viatura perto das portagens de Algueirão-Mem Martins da A16.
 
Os arguidos estão indiciados pelos crimes de associação criminosa, homicídio qualificado, roubo qualificado a carrinha de transporte de valores, falsificação de documentos e detenção de arma proibida.
 
Em conferência de imprensa realizada na terça-feira, o diretor da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da PJ, Luís Neves, descreveu que os seis suspeitos são homens com cerca de 30 anos, portugueses, e já conhecidos da PJ por um vasto currículo de crimes violentos.
 
Alguns deles foram "já condenados no passado", inclusive "durante bastante tempo", por ataques violentos e assaltos à mão armada.
 
Mais de um ano após o assalto à carrinha de valores, a PJ considerou na terça-feira que o grupo está integralmente identificado e detido.
 
Foi um ataque "bastante violento, de uma estrutura organizada, uma estrutura que tem já uma vasta experiência neste tipo de crime violento", explicou na ocasião Luís Neves.