Deputados de Lisboa querem ligações do Metro aos nós intermodais

Deputados de Lisboa querem ligações do Metro aos nós intermodais
Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa aprovaram hoje uma recomendação do PEV para que a Câmara considere prioritárias as ligações das estações do Metropolitano de Lisboa aos denominados nós intermodais.
 
No documento é recomendado ao município que "exija manter como prioritárias as ligações das linhas de metro aos nós intermodais, existentes ou a constituir, dos restantes operadores de transportes coletivos da cidade, privilegiando a integração de novos polos geradores de tráfego", tendo em conta a futura expansão da rede.
 
Os nós intermodais são áreas onde há uma combinação de dois ou mais meios de transporte (reunindo, por exemplo, paragens de autocarro e de comboio).
 
Na cidade de Lisboa, locais como o Parque das Nações, Sete Rios e o Colégio Militar reúnem já diferentes modalidades de transporte, incluindo metro.
 
A alínea com esta reivindicação foi aprovada por unanimidade, mas o sentido de voto das forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) divergiu no primeiro ponto do documento, que defendia “a manutenção do Metropolitano de Lisboa na esfera da gestão pública".
 
Este ponto acabou por também ser aprovado, mas mereceu os votos contra do PSD, do CDS-PP e do MPT.
 
No texto, o PEV recomenda ainda ao executivo que "garanta opções que propiciem novos e mais fáceis transbordos, bem como os requisitos de acessibilidade dos utentes de transportes públicos".
 
A recomendação prevê ainda o acompanhamento da "elaboração dos necessários estudos técnicos conducentes à futura expansão das linhas do Metro".
 
No início de abril, o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou 400 milhões de euros de investimento na ampliação das redes de Metro de Lisboa e do Porto nos próximos dois anos, projetos que se desenvolverão até 2022.
 
O prolongamento da rede do Metro de Lisboa foi anunciado em 2009, prevendo-se, na altura, mais 29 quilómetros de linha, plano que nunca passou de projeto.
 
Intervindo na sessão de hoje, o deputado municipal ecologista Sobreda Antunes considerou que "vários têm sido os projetos e os anúncios, os avanços e recuos" para a rede do Metro, que atualmente "se encontra desequilibrada".
 
Assim, o PEV defendeu um prolongamento "para o ocidente e para a periferia, isto é, procurar novos passageiros e convergir, por exemplo, com os transportes suburbanos e as estações da CP [Comboios de Portugal]".
 
Ainda no tempo de declarações políticas da sessão, o deputado independente eleito pelo PS José Alberto Franco defendeu a ligação da linha amarela (que atualmente liga Odivelas ao Rato) à zona de Alcântara e o prolongamento da linha vermelha (que liga São Sebastião e o Aeroporto) até às Amoreiras, Campolide e Campo de Ourique.
 
Para o deputado dos Cidadãos por Lisboa, estas são "zonas de grande concentração de população e de emprego na cidade, [mas] com um deficiente serviço de transportes coletivos".
 
Em abril, a estação de metropolitano da Reboleira foi inaugurada, passando a ser a estação terminal da linha azul, em vez de Amadora-Este.
 
A AML aprovou ainda, por unanimidade, a realização do debate temático "A Economia na Cidade e o Trabalho", no qual sindicalistas, entidades empregadoras e especialistas farão um diagnóstico e apresentarão perspetivas futuras para o setor.
 
Na apresentação da proposta, o deputado do PCP Carlos Silva Santos propôs que as três sessões previstas se realizem na segunda quinzena de setembro, o que será definido em conferência de representantes.