Deputado quer saber como evolui candidatura do palácio de Mafra a património mundial

Deputado quer saber como evolui candidatura do palácio de Mafra a património mundial

O deputado do PSD Hélder Silva questionou o secretário de Estado da Cultura, através de um requerimento, sobre processo de candidatura do palácio de Mafra a património mundial, alegadamente parado desde 2011.
Hélder Silva, que é também candidato do PSD à presidência da câmara de Mafra, disse à agência Lusa que "não tem notícias quanto ao desenvolvimento da candidatura" desde 2011, quando questionou o anterior secretário de Estado da Cultura.
No requerimento entregue na Assembleia da República, o deputado social-democrata questiona Jorge Barreto Xavier se tem conhecimento da candidatura, qual o trabalho realizado, em que ponto de situação se encontra e se existe data para a sua formalização junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
A Lusa pediu esclarecimentos à Secretaria de Estado da Cultura, Direção Geral do Património Cultural e Câmara Municipal de Mafra, mas não obteve resposta em tempo útil.
Em 2011, o deputado social-democrata fez as mesmas perguntas ao anterior secretário de Estado, Francisco José Viegas.
Na resposta então dada, a Secretaria de Estado da Cultura esclarecia que apoiava "inequivocamente" a intenção de candidatar o conjunto a património mundial da Unesco e adiantava que o grupo de trabalho criado em 2010 estava a "elaborar diversos documentos” que seriam objeto de decisão por parte da comissão estratégica.
No requerimento de 2011, Hélder Silva alertou que o prazo de dez anos dado pela Unesco para a entrega da candidatura termina em 2014.
Em 2004, a comissão nacional da Unesco apresentou em Paris uma proposta de bens patrimoniais portugueses a serem alvo de processo de classificação, onde constava o conjunto composto pelo palácio, convento e tapada de Mafra.
Em 2010, a câmara de Mafra e outras entidades envolvidas na gestão do Palácio Nacional criaram uma unidade de missão, presidida pela autarquia, com a promessa de em 2011 elaborar o dossiê de candidatura e formalizá-la à Unesco.
A candidatura a património mundial pretende contribuir para a valorização e promoção monumental e ambiental daquele conjunto, ao contribuir para a atração de turístico e potenciar obras de requalificação na envolvente do palácio, que terminaram no início deste ano.
A unidade de missão é composta por elementos da autarquia, dos ministérios da Cultura, Defesa Nacional e Agricultura, do Patriarcado de Lisboa e do Turismo de Lisboa.