De smart em modo auto

De smart em modo auto
As opiniões dividem-se. Para uns, a tradição manda que um smart tenha caixa automática. Para outros, a opção por caixa manual de cinco velocidades trouxe benefícios claros à nova geração do micro-carro do Grupo Daimler, lançado no final de 2014.
 
Ora, para responder a todas as tendências, a smart passou a disponibilizar em toda a sua gama a nova caixa automática twinamic de dupla embraiagem e seis velocidades. Primeiro foi o fortwo de 71 cv a aparecer com este opcional (que custa mais mil euros face à caixa manual) há muito testado em vários modelos da Renault, com quem a marca mantém uma parceria. Agora, também o  fortwo de 90 cv e o  fourfor de 71 cv se apresentam com o mesmo atributo.
 
Isto significa que ambos os modelos (de dois e quatro lugares) oferecem a possibilidade de escolher entre nove combinações de motor/caixa de velocidades e outras tantas ao nível de equipamentos .
 
Já habituados à precisa e bem comportada caixa manual de cinco velocidades que equipa a frota de smart do Jornal da Região, decidimos testar a opção twinamic na versão fortwo de 71 cv. O resultado não ficou aquém do esperado: mais conforto, sobretudo na condução citadina, diversão, mas também alguma lentidão nas passagens de caixa, embora muito longe das críticas sempre apontadas às anteriores gerações do popular modelo equipadas com caixa semi-automática. 
 
Para uma condução mais desportiva, há possibilidade de seleccionar o modo sport, disponível num pequeno comutador junto à alavanca da caixa, que aumenta a rapidez de resposta do pequeno motor de 999 cm3. Outra alternativa passa pela engrenagem manual das velocidades, no próprio selector ou através de patilhas no volante.
 
O smart fortwo equipado com caixa automática acelera do zero aos 100 km/ e, 15,1 segundos e consegue atingir uma velocidade máxima de 151 km/h.
 
O reverso da medalha está nos consumos. Longe dos 4,1 litros aos 100 km anunciados pela marca, nunca conseguimos rodar abaixo dos 7,0 l/100 km, cerca de um litro a mais face às versões equipadas com caixa manual. 
 
As restantes características de agilidade e mobilidade que fazem do smart um sucesso de vendas continuam inalteradas. Contudo, nesta terceira geração, o smart está muito próximo dos padrões traçados para um “carro a sério”, com mais conforto, estabilidade e segurança.
 
Como se não bastasse, a introdução de direcção assistida (direct-steer) e de um sistema de segurança para vento transversal (wind assist),  importado da Mercedes, como equipamentos de série, para além da ajuda ao arranque em subidas, contribuem em muito para a melhoria qualitativa do pequeno citadino.
 
Paulo Parracho