CP com novo horário a partir de 14 de junho nas linhas de Sintra e Azambuja

CP com novo horário a partir de 14 de junho nas linhas de Sintra e Azambuja
A CP vai adotar um novo horário nas linhas ferroviárias de Sintra e da Azambuja, a partir de 14 de junho, reforçando os comboios para a linha de Cintura e mantendo a ligação entre Sintra e o Rossio.
 
Segundo anunciou hoje a CP, Sintra vai continuar ligada à estação do Rossio, mas passa também a ter comboios para a estação do Oriente, enquanto a “família” de Meleças-Mira Sintra troca Oriente pela estação da Baixa de Lisboa.
 
As ligações Sintra-Alverca também se vão manter, mas os comboios da Azambuja para Alcântara-Terra passam a fazer o trajeto até Santa Apolónia e a ligação de Castanheira do Ribatejo troca Santa Apolónia pela estação de Alcântara-Terra.
 
A CP explica que o novo horário visa assegurar “intervalos iguais entre comboios”, de dez em dez minutos, de Sintra para Oriente, e no percurso entre Cacém e Benfica, quer para o Rossio, quer para Oriente, “de cinco em cinco minutos”.
 
Fonte oficial da empresa assegurou à agência Lusa que o novo horário mantém “o mesmo número de comboios por dia”, apesar do ajustamento da frequência.
 
Para a estação do Rossio está prevista uma frequência de dez em dez minutos, com um aumento de quatro para seis comboios por hora, nos períodos de maior procura, e na Linha de Cintura, os comboios diretos do troço Sintra-Rio de Mouro passam “de dois para seis por hora”.
 
A CP considera que a redução da frequência de comboios de 15 minutos para 20 minutos, fora das horas de ponta, nas “famílias” de Sintra e Meleças, com taxas de ocupação reduzidas, “na ordem dos 20%”, permitirá reafectar recursos sem impacto negativo na procura.
 
As alterações pretendem evitar que cerca de 45% dos utentes do troço Sintra/Rio de Mouro (cerca de 10 mil por dia) deixem de fazer transbordo, para a Linha de Cintura, embora obrigando a mudar de comboio parte dos 28% (cerca de seis mil/dia) que se dirigem para o Rossio.
 
O novo horário vai implicar uma alteração de plataformas de embarque e desembarque, na Linha da Azambuja, nas estações de Oriente, Moscavide, Sacavém, Bobadela, Santa Iria e Póvoa.
 
Uma vez que os comboios da “família” Alcântara-Terra/Castanheira do Ribatejo circulam apenas aos dias úteis, a CP recomenda que, ao fim de semana, quem fazia transbordo em Alcântara-Terra/Alcântara-Mar, para aceder à Linha de Cascais, opte pelo Metropolitano nas estações de Sete Rios, Roma-Areeiro ou Santa Apolónia.
 
As mudanças procuram responder a uma alteração da procura dos utentes que, desde o fecho do túnel do Rossio para obras entre 2004 e 2008, passaram a deslocar-se para Sete Rios e Entrecampos, na Linha de Cintura.
 
A proposta inicial da CP acabava com a ligação Sintra-Rossio, estação que receberia apenas os comboios de Meleças, mas a autarquia liderada por Basílio Horta (PS) conseguiu convencer a transportadora a manter a ligação direta com a Baixa lisboeta, principalmente por causa dos turistas que visitam a vila histórica.
 
Na negociação entre a autarquia e a transportadora presidida por Manuel Queiró foi ainda decidido que “a validade do passe L123 é estendida à estação de Meleças”, quando até agora apenas podia ser usado até ao Cacém.
 
No sentido de aumentar a utilização dos parques de estacionamento junto às estações, a CP vai negociar uma “redução do preço ou inclusão no passe mensal, em articulação com a Refer [Rede Ferroviária Nacional] e concessionários”, para os utentes da ferrovia.
 
A CP, em comunicado, salientou que teve “a colaboração” das autarquias de Amadora e Sintra, para criar um “novo modelo [que] permite melhorar o índice de pontualidade do serviço e gerar um maior equilíbrio na ocupação dos comboios, evitando a sobrelotação” e proporcionando “maiores índices de conforto”.