Cova da Moura à espera da Segurança Social

Cova da Moura à espera da Segurança Social

Associação de Solidariedade Social da Cova da Moura presta grande ajuda à população local.
A celebrar 33 anos de existência, a Associação de Solidariedade Social do Alto da Cova da Moura (ASSACM) luta pela sua sobrevivência. Depois de um investimento em obras, a instituição que presta apoio à população carenciada do bairro clandestino, ainda aguarda pela celebração de um protocolo com a Segurança Social.
“Gastámos o dinheiro que tínhamos e o que não tínhamos para fazer as obras impostas pela Segurança Social necessárias à aprovação do apoio para o funcionamento de um centro comunitário nas nossas instalações. Temos todas as autorizações, mas dizem-nos agora que não é um projecto prioritário”, lamenta Ilídio Carmo, presidente e fundador da ASSACM.
Já são 400 as famílias apoiadas pelas várias valências da instituição, que começou por ser um clube desportivo. No entanto, devido às características do bairro onde se insere e às necessidades da população, em 2001 passou a funcionar como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).
Desde essa alteração, a associação tem tentado em vão celebrar um acordo com a Segurança Social para que sejam apoiadas as várias actividades de cariz social ali desenvolvidas.
Mesmo sem esse acordo, a ASSACM tem a funcionar nas suas instalações uma sala de continuidade dos 3 aos 5 anos, o espaço “Roda Viva”, que garante actividades de tempos livres para crianças e jovens, várias actividades desportivas e iniciativas culturais para as famílias do bairro.
A associação faz ainda a distribuição de alimentos do Banco Alimentar, roupas e artigos doados por empresas e instituições às famílias carenciadas residentes no bairro.
“As obras exigidas para alcançarmos o acordo já foram feitas em 2011 e o anterior responsável pelo Instituto da Segurança Social já se tinha comprometido em nos conceder o apoio. Só que, a nova direcção alterou todos os planos”, esclarece Ilídio Carmo.
O acordo com a Segurança Social permitiria a viabilidade do projecto. “Se esse acordo não chegar não conseguiremos sobreviver. Este ano ainda conseguimos aguentar, mas admito, por isso, termos de fechar portas para o próximo ano”, afirma o dirigente, acrescentando: “Não se compreende que não tenhamos o mesmo apoio que outras instituições têm. Uns têm muito, outros não têm nada”.
Criada inicialmente co