Contentores na Trafaria são 'um ataque' ao ambiente e à economia

Contentores na Trafaria são 'um ataque' ao ambiente e à economia

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins considera que a intenção do Governo de colocar um terminal de contentores na Trafaria representa "um ataque", tanto contra o ambiente, como contra a economia. Segundo a dirigente bloquista, que falava numa ação de rua na Trafaria contra esta decisão governamental, a criação de um terminal de contentores naquela freguesia do concelho de Almada teria "consequências graves", tanto em termos de custos ambientais, com "danos que perdudariam gerações", como significaria uma política de portos errada que "vai afundar a economia", por ser menos competitiva.
Numa intervenção anterior, também a bloquista Mariana Aiveca tinha afirmado que a concretização desta intenção iria "emparedar a margem sul com 2.000 metros de contentores".
As dirigentes bloquistas participaram numa ação no passeio ribeirinho da Trafaria, em que vários militantes do BE pintaram um mural com a inscrição "defender a Trafaria, contentores não".
A reestruturação do porto de Lisboa inclui, entre outras medidas, a criação de um terminal de contentores na Trafaria, um projecto orçado em 600 milhões de euros, que agrada ao presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), porque o novo terminal significará a desactivação das actividades portuárias na zona entre Santa Apolónia e o rio Trancão.
Já Almada contesta o projecto e ameaça recorrer aos tribunais. O projecto não é, contudo, novidade. Estava previsto numa das versões da revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa. Porém, este documento foi anulado no Verão de 2012, pelo então secretário de Estado do Ambiente, Pedro Afonso de Paulo.
O BE deverá aproveitar a ida do Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, à comissao parlamentar de Economia, no final do mês, para o questionar sobre este tema.