Conta da água pode subir quase 70 cêntimos na região de Lisboa

Conta da água pode subir quase 70 cêntimos na região de Lisboa
A partir de 2015, a fatura mensal da água pode ficar mais pesada para quem mora em Lisboa, Cascais ou Sintra, com uma subida que chega quase aos 70 cêntimos, segundo as estimativas oficiais.
 
O aumento decorre da reestruturação do grupo Águas de Portugal (AdP) e só acontecerá se as autarquias resolverem transferir totalmente o impacto da subida das tarifas “em alta” (que são cobradas pela água fornecida aos municípios) sobre o consumidor final.
 
Segundo os cálculos do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE), três quartos dos 227 municípios pertencentes ao universo da Águas de Portugal verão as suas tarifas descer, enquanto os restantes, sobretudo os concelhos do litoral, verão os preços subir progressivamente ao longo de cinco anos.
 
A região servida pela EPAL, a entidade que fornece água a 18 municípios da margem norte do Tejo, incluindo Lisboa, Amadora, Cascais, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira, é a mais penalizada.
 
Em 2015, a tarifa “em alta” sobe 68 cêntimos, aumentando em média 57 cêntimos em cada um dos cinco anos seguintes.
 
Também na região servida pela Águas do Centro, a perspetiva é de aumento, neste caso de 37 cêntimos.
 
Os municípios da Beira Interior, servidos pela Águas do Zézere e Coa saem a ganhar, já que a fatura de água e saneamento desce, em média, 3,3 euros.
 
Nos concelhos abastecidos pela Águas do Oeste, Águas do Centro Alentejo e Águas do Norte Alentejano, a tarifa vai diminuir 2,09, 2,95 e 2,92 euros, respectivamente.
 
Na região Norte, o preço da água e saneamento pode subir 0,39 cêntimos para os municípios do Grande Porto, mas diminui 3,1 euros no caso dos concelhos servidos pela Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro.
 
Nos municípios da zona de Coimbra o impacto da alteração da tarifa em alta é praticamente irrelevante (-0,06 cêntimos em 2015), podendo contudo registar-se uma ligeira subida do valor da fatura mensal de água e saneamento de cerca de 9 cêntimos ao longo de cada um dos cinco anos seguintes.
 
A reestruturação em curso implica a fusão dos atuais 19 sistemas multimunicipais que integram o grupo Águas de Portugal (AdP) em apenas cinco: Águas do Norte, Águas do Centro litoral, Águas de Lisboa e Vale do Tejo e EPAL, Águas Públicas do Alentejo e Águas do Algarve.