Concurso para linha de Cascais terá como referência serviço anterior às supressões

Concurso para linha de Cascais terá como referência serviço anterior às supressões
O secretário de Estados dos Transportes, Sérgio Monteiro, garantiu hoje que os candidatos à concessão da linha de Cascais vão ter que assegurar o serviço anterior à supressão de comboios realizada pela CP - Comboios de Portugal desde 18 de janeiro.
 
"Na abertura a privados da concessão da Linha de Cascais, o serviço que conta é o serviço integral, antes da supressão destes 51 comboios", afirmou Sérgio Monteiro, que acompanhou o ministro da Economia na audição da comissão de Economia e Obras Públicas.
 
Desde 18 de janeiro que a Linha de Cascais passou a ter menos 51 comboios - os que faziam o trajeto rápido entre as 10:00 e as 17:00, mas entretanto a administração da CP decidiu repor, a partir de 01 de fevereiro, quatro comboios dos que tinham sido suprimidos.
 
Sérgio Monteiro disse que "o Governo não teve conhecimento ‘à priori' da diminuição do número de comboios", decidida pelo conselho de administração da CP, adiantando que depois reuniu e discutiu as razões por trás desta opção.
 
O presidente do Conselho de Administração da CP, Manuel Queiró, assegurou na Assembleia da República, que a decisão de reduzir 47 comboios na Linha de Cascais não está relacionada com um eventual processo de privatização daquela via.
 
Manuel Queiró, que foi ouvido a 28 de janeiro no parlamento por requerimento do PS, excluiu qualquer relação entre a redução de comboios e uma eventual privatização daquela linha ferroviária, remetendo para o Ministério da Economia esclarecimentos sobre o assunto.
 
"Esta redução da oferta acontece independentemente de vir ou não vir um processo de privatização. Uma coisa é lógica de gestão, outra coisa é lógica de estratégia. Não tem que se ligar uma coisa com outra", afirmou Manuel Queiró, depois de questionado pela deputada do Bloco de Esquerda (BE) Mariana Mortágua.
 
Na Linha de Cascais, que liga a vila ao Cais do Sodré, em Lisboa, passando ainda por Oeiras, circulavam 251 comboios por dia e passaram a circular 204.