Concessionários de praia deitam contas à vida na Costa da Caparica

Concessionários de praia deitam contas à vida na Costa da Caparica

O presidente da Associação dos Apoios de Praia da Frente Urbana da Costa da Caparica (AAPFUCC), Acácio Bernardo, disse hoje à agência Lusa que os "prejuízos provocados pelo mau tempo na Caparica ascendem a mais de 250 mil euros".

"Em mais de duas dezenas de apoios de praia, apenas dois ou três não sofreram qualquer estrago provocado pela forte ondulação. Mas, mesmo esses acabaram por acumular alguns prejuízos, devido aos períodos em que não puderam trabalhar", disse.

Acácio Bernardo disse também que "se além dos estragos provocados pelo mar” forem contabilizados “os períodos de paragem de bares e restaurantes, os prejuízos podem ascender a mais de 300 mil euros".

O presidente da AAPFUCC revelou igualmente que está agendada para terça-feira, às 11:00, uma reunião com o capitão do porto de Lisboa, que terá lugar na delegação da Trafaria.

Os proprietários dos apoios de praia da Caparica contam já com o apoio da Câmara Municipal de Almada, que, a par da cedência de máquinas e alguns recursos humanos, se comprometeu também a antecipar a contratação de pessoal para a limpeza das praias na época balnear.

No mês de abril, a Câmara de Almada espera já ter 88 pessoas a trabalhar na limpeza das praias, dois meses antes do que é habitual, para que tudo esteja em condições no início da época balnear.

A autarquia pretende ainda promover a realização de um festival de música no mês de agosto, no âmbito de um conjunto de iniciativas para minimizar os prejuízos provocadas pela forte agitação marítima deste inverno nas praias da Caparica.

Os pedidos de reunião com a CostaPólis e com a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) é que ainda não obtiveram qualquer resposta oficial, mas a AAPFUCC acredita que alguma coisa terá de ser feita a curto prazo.

"Esperamos que seja feita uma intervenção urgente nas zonas do paredão que ficaram mais danificadas pela força do mar e que haja uma reposição de areia ainda este ano. Se nada for feito, poderemos vir a enfrentar situações muito mais graves no futuro", disse Acácio Bernardo.