Comerciantes de Agualva, Sintra, contestam painéis metálicos ao longo da linha do comboio

Comerciantes de Agualva, Sintra, contestam painéis metálicos ao longo da linha do comboio

Os comerciantes de Agualva, concelho de Sintra, criticam os painéis metálicos que a REFER está a colocar ao longo da linha do comboio, afirmando que prejudicam os lojistas e os próprios moradores daquela freguesia.
“Ficamos completamente isolados: temos uma ribeira de um lado e a linha do comboio do outro”, disse à Lusa Joaquim de Macedo, um dos comerciantes que tem contestado a colocação daqueles painéis e que defende a sua substituição por outros de acrílico.
Em causa estão as obras de requalificação na zona das avenidas dos Missionários e Cidade de Londres e das ruas Dr. António José de Almeida e Afonso de Albuquerque, consequência dos trabalhos de alargamento da linha de Sintra.
Além dos clientes que temem perder, os lojistas alegam que se coloca também a questão da falta de luz e de claridade causada pelos painéis.
“Quem passa [a pé] não vê os estabelecimentos porque rebaixaram a rua. Quem passa de comboio deixa de ver as lojas. As lojas desvalorizaram muito”, disse Joaquim de Macedo.
O comerciante afirmou que os comerciantes chamaram a atenção da REFER para aquela questão há algum tempo, foi prometido que algo seria feito, mas “até agora nada”.
“Há má-fé de alguém, porque sabiam do problema há três ou quatro meses e agora dizem que não há nada a ser feito”, afirmou.
Os comerciantes escreveram já uma carta à REFER onde expuseram o problema e pediram o “consenso necessário, para a solução desta situação, que tanto tem prejudicado os comerciantes e empresários desta zona”.
Contactada pela Lusa, a REFER explicou que a “eficácia das barreiras acústicas está associada ao tipo de material” utilizado.
“As barreiras acrílicas, embora com menor impacto visual, por serem refletoras, projetam o ruído ao passo que as barreiras metálicas são absorventes e por isso o seu uso deve ser privilegiado em zonas habitacionais”, lê-se na resposta da empresa.
A REFER afirma ainda que, “na área em questão, com ocupação de ambos os lados da linha, o projeto de implementação foi elaborado conforme legislação em vigor”.