Cinema de volta a Sintra e ao Barreiro e na próxima semana a Cascais

Cinema de volta a Sintra e ao Barreiro e na próxima semana a Cascais
A exibidora de cinema Socorama vai reabrir algumas das salas que estavam encerradas, mas o processo de falência está em marcha, com a primeira assembleia de credores marcada para abril, indicaram à Lusa o administrador e fonte sindical.
João Paulo Abreu, administrador da Socorama Cinemas SA, explicou que hoje reabrem as salas de cinema do Barreiro, Sintra, Santarém e um dos espaços de Guimarães.
Na próxima semana, deverão reabrir as salas de Torres Novas, Cascais e do Guimarães Shopping, mantendo-se encerrado o cinema Londres, em Lisboa, por questões relacionadas com o arrendamento.
Todas estas salas estiveram encerradas desde finais de fevereiro, por lhes ter sido cortado o fornecimento de eletricidade.
António Caetano, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e do Audiovisual (SINTTAV), disse à Lusa que, na terça-feira, houve uma reunião com a administração da empresa, tendo sido anunciada a reabertura destas salas.
O sindicalista referiu que esta reabertura das salas poderia indicar um processo de reabilitação da exibidora, mas considerou essa hipótese "muito remota".
João Paulo Abreu, por seu lado, apenas adiantou que o plano de recuperação "está a ser delineado".
De acordo com o sindicalista António Caetano, o Tribunal de Comércio de Lisboa já nomeou o administrador para fazer avançar o processo de insolvência da Socorama - que deu entrada naquela instância em fevereiro - e que a primeira assembleia de credores está marcada para 16 de abril.
A exibidora Socorama Cinemas SA, que detinha mais de cem salas de cinema no país, pediu falência, alegando 12 milhões de euros de dívida a fornecedores, entidades bancárias e a trabalhadores.
Com o pedido de insolvência em curso, o despedimento coletivo dos trabalhadores deixa de ter efeito e, de acordo com o SINTTAV, foi possível desbloquear o acesso daqueles ao subsídio de desemprego.
 O sindicato tentará agora negociar o valor das indemnizações a pagar aos cerca de 70 trabalhadores afetados.