Cidadãos Auto-Mobilizados apoiam obras no Marquês de Pombal

Cidadãos Auto-Mobilizados apoiam obras no Marquês de Pombal

A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) aplaudiu hoje as alterações previstas para o espaço público junto do Marquês de Pombal e eixo da Avenida da Liberdade, em Lisboa, mas aponta algumas criticas.

Em comunicado, a ACA-M refere que os documentos colocados em consulta pública mostram que os atravessamentos pedonais ficam “um pouco mais fáceis e seguros”.

Porém, a ACA-M acrescenta a necessidade do atravessamento ser confortável, o que “implica tempos de ‘verde’ pedonal razoáveis para a população idosa” e faixas de rodagem o mais estreitas possível nessas zonas.

Segundo a associação, no projecto do Marquês de Pombal há um maior respeito pelos percursos preferenciais dos peões, mas “infelizmente não são facultados os tempos de semaforização para os diferentes modos de transporte, nem as estimativas do aumento ou redução da eventual exposição dos peões ao ruído e a gases nocivos”.

Para a ACA-M, a proposta da autarquia vai fazer aumentar a circulação de veículos poluentes junto às fachadas.

A associação não deixa de lamentar que a Avenida Joaquim António de Aguiar continue a ser um “esgoto” de tráfego em direcção à cidade e que a Avenida Fontes Pereira de Melo continue com passeios de dimensão reduzida.

Na Avenida da Liberdade, a associação congratula-se com a redução do número de faixas de rodagem no eixo central e com a vontade de reduzir estacionamento e velocidades nas laterais.

No entanto, lamenta-se que os peões, as bicicletas e os transportes públicos sejam “ignorados nos dados estatísticos apresentados e nem há qualquer indicação de como se movimentarão no espaço da avenida”.

“Estranhamos que nos esquemas disponibilizados, a bicicleta esteja sobre um dos passeios laterais, quando a CML deveria saber que é um comportamento perigoso e ilegal”, lê-se.

A ACA-M estranha ainda que depois de divulgada a vontade de reduzir o tráfego motorizado nesta parte da cidade, a autarquia “continue a propor parques de estacionamento subterrâneos com centenas de lugares” para um local que é “talvez a zona do país melhor servida por Transportes Públicos e das mais poluídas da Europa”.