Centro de interpretação e arqueologia musealizada no Castelo dos Mouros

Centro de interpretação e arqueologia musealizada no Castelo dos Mouros
A sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML) inaugura hoje o centro de interpretação da história do Castelo dos Mouros, com exposição de achados do Neolítico à Idade Média, e a musealização do campo de investigação arqueológica.
 
O centro de interpretação e a musealização do campo arqueológico fazem parte do projeto “À conquista do castelo”, que representou um investimento de 3,2 milhões de euros, cofinanciado em 600 mil euros pelo Programa de Intervenção do Turismo (PIT).
 
O projeto global de intervenção teve início em 2009 e contemplou, entre outros trabalhos, a instalação de um centro de apoio ao visitante, o restauro das muralhas e a recuperação e abertura da cisterna.
 
A antiga igreja de S.Pedro de Canaferrim foi adaptada para centro de interpretação, com restauro da pintura mural da abside e a instalação de uma cobertura em madeira.
 
Nas vitrinas do interior são expostos um dado em osso, uma queijeira, uma chave, uma panela, machados de pedra polida ou moedas portuguesas e espanholas, peças datadas desde o Neolítico (5.000 a.C.) até à Idade Média (séc. X-XII).
Uma maquete do castelo, um vídeo sobre a história local e “tablets” com informação multimédia interativa detalhada, em vários idiomas, também estão disponíveis para os visitantes.
 
A musealização do campo arqueológico incluiu duas plataformas em aço, vidro e madeira de acácia para proteger estruturas de forno e silos do bairro islâmico (séc. X-XII), e sepulturas cristãs (séc. XII-XIV), descobertas na encosta nascente do castelo, informou a PSML.
 
Os trabalhos arqueológicos realizados entre 2009 e 2012 revelaram uma intensa ocupação da área do castelo no período muçulmano, através de alicerces de habitações e silos, e na época cristã, com a escavação na necrópole da igreja de 33 sepulturas.
 
Entre os artefactos de cronologia neolítica foi recuperado um vaso completo datado de 5.000 a.C., bem como elementos cerâmicos de outras épocas, do tipo campaniforme (cerca de 3.000 a.C.) e do contexto do Bronze final (1.300 a.C.).
“O novo centro de interpretação e a musealização arqueológica é de extrema importância para explicar a história do monumento aos visitantes, que através dos achados, da maquete ou do vídeo podem compreender a sua evolução histórica”, salientou Manuel Batista, administrador da PSML.
 
A PSML, empresa criada em 2000 para gerir parques e monumentos na Paisagem Cultural de Sintra, classificada património mundial pela UNESCO, é detida pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças, Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, Turismo de Portugal e Câmara de Sintra.