Cavaco Silva condecora fadistas e salienta 'o potencial económico' do Fado

Cavaco Silva condecora fadistas e salienta 'o potencial económico' do Fado

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, condecorou ontem, terça-feira (dia 27 de Janeiro), com a comenda da Ordem do Infante, os fadistas Ana Moura, Carminho, Katia Guerreiro e Ricardo Ribeiro, e o guitarrista Mário Pacheco, no Museu do Fado, em Lisboa.

Durante um breve discurso, Aníbal Cavaco Silva, defendeu que o fado dá um "contributo inestimável" para a divulgação da cultura portuguesa e a "projeção de Portugal no exterior".

O Presidente da Repuública afirmou ainda que,  "para além do seu inegável valor como expressão da nossa cultura, o fado possui também um potencial económico de elevada relevância para o país. O seu impacto positivo nas empresas ligadas ao audiovisual e à produção de espetáculos, e a criação de postos de trabalho, têm sido uma constante nesta trajetória de sucesso".

 

Depois desta intervenção, foi a vez de cada um dos agraciados proferir algumas palavras sobre a referida homenagem.

Na cerimónia esteve presente, além da Primeira Dama, Maria Cavaco Silva, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

 

 

Quem são as personalidades condecoradas com a comenda da Ordem do Infante?




Ana Moura: 35 anos, começou a cantar ao lado de Maria da Fé no restaurante típico Senhor Vinho, em Lisboa, gravou os primeiros álbuns com o músico Jorge Fernando, recebeu o Prémio Amália Melhor Intérprete, em 2008 e, entre outros músicos, gravou com Prince e cantou com os Rollings Stones.


 


 

Carminho: 30 anos, começou por cantar na casa de fado Taverna do Embuçado, em Alfama, gerida pela mãe, a fadista Teresa Siqueira. Em 2005 ganhou o Prémio Amália Revelação e, em 2012, recebeu o Prémio Amália de Melhor Intérprete.

 

 

Katia Guerreiro: nasceu há 38 anos na República Sul-Africana, foi descoberta pelos músicos Paulo Parreira e José Mário Veiga, este último ainda hoje a acompanha à viola, com quem gravou o álbum de apresentação, Fado maior (2001).

 

 

Ricardo Ribeiro: 33 anos, começou a cantar ainda jovem, nas colectividades lisboetas, e tem como maior referência o fadista Fernando Maurício que acompanhou e com quem cantou amiúde. Distinguido com dois prémios Amália – Revelação, em 2005, e Melhor Intérprete, em 2010 –, tem colaborado com músicos como Pedro Jóia, Rabih Abou-Khalil e Olga Cerpa.

 

 

Mário Pacheco: 60 anos, dirige actualmente o Clube de Fado, acompanhou nomes como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Camané, Hermínia Silva, Max, Tristão da Silva, Mísia, entre outros. Como compositor é autor, entre outros, de Cavaleiro monge, uma criação de Mariza.

 

 

A Ordem do Infante, criada em 1960, distingue personalidades que tenham prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores.