Cascais torna-se capital da cultura durante dez dias

Cascais torna-se capital da cultura durante dez dias
Mais de cem eventos, entre exposições, teatro, cinema e literatura, e mais de 65 autores, nacionais e estrangeiros, vão estar em Cascais a partir de hoje, e durante dez dias, no Festival Internacional da Cultura (F.I.C).
   
O político Paulo Portas e o escritor Miguel Real são "baixas" de última hora e já não vão estar presentes no evento, informou a organização.
 
As sessões de debate são hoje inauguradas às 19:00, no auditório da Casa das Histórias Paula Rego, num encontro entre os autores brasileiros António Cícero e Caetano Veloso e a curadora do festival, Inês Pedrosa, para questionarem se a identidade cultural é ou não "uma utopia".
 
Também hoje irá decorrer o festival de luz Lumina que, até 11 de setembro, vai transformar a vila de Cascais num palco de jogos de luz, cor, som e movimento.
 
No sábado, também às 17:00, na Casa das Histórias Paula Rego, os economistas Ricardo Paes Mamede, português, e o inglês Robert Skidelsky, com a presidente do Conselho das Finanças Públicas, Teodora Cardoso, irão debater sob o lema "Estamos condenados a viver em crise?"
 
Depois, às 19:00, já sem Paulo Portas, Marisa Matias e o ensaísta espanhol Daniel Innerarity irão protagonizar o debate sobre "A política em tempos de indignação", moderado pela jornalista Maria Flor Pedroso.
 
A entrega do Prémio Paula Rego/Belas Artes, com a presença da pintora, e uma conversa com o escritor e crítico inglês David Lodge marcam ainda o programa no último dia do festival, a 18 de setembro.
 
À semelhança do ano passado, a segunda edição do F.I.C vai incluir uma série de debates, com personalidades de diferentes áreas, quer da literatura, quer da música ou da política.
 
Este ano, a programação cultural do festival é inspirada em Shakespeare, por se assinalarem os 400 anos da morte do escritor inglês.
 
Identidade, terrorismo num mundo global, a indignação, o poder transformador da literatura - ou não - e a forma como esta promove a revolução de mentalidades são alguns dos temas em debate.
 
Durante os dez dias de festival vão ainda decorrer sessões de poesia, teatro, música, cinema, exposições, gastronomia, animação infantil, uma feira do livro e o festival de luz, Lumina.
 
No cimena, a companhia de Cascais Palco 13 vai estrear, na segunda-feira, no Centro Cultural de Cascais, às 21:00, o filme "O Protagonista".
 
Na música, haverá uma "Aula-show-Vinicius e Tom: Palavra e Música", dos brasileiros José Miguel Wisnik, Gabriel Improta e Paula Morenlenbaum (Casino Estoril, 17 de setembro), com a memória de Vinicius de Moraes e Tom Jobim.
 
Matilde Campilho, David Cranmer, o projeto "Belos, Recatados e do Bar" e o coletivo Nódoa cruzarão, em diferentes noites, a música e a poesia.
 
A gastronomia marca também presença, com várias propostas de 'street food' e, na Feira do Livro, "não faltarão oportunidades para escolher entre uma cuidada seleção de edições, nem a presença de escritores bem conhecidos dos leitores portugueses".
 
Num esforço conjunto da LeYa, da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação Dom Luis I, a generalidade das atividades do FIC é de entrada gratuita.