Cascais apresenta plano de combate ao desemprego

Cascais apresenta plano de combate ao desemprego
A Câmara de Cascais apresentou um plano de ação local para aumentar o emprego no concelho, que inclui estágios profissionais, num investimento global de 4,8 milhões de euros.

No plano, que resulta de uma parceria com Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), a Câmara de Cascais anuncia a criação do Programa de Promoção Agrícola e Ambiental, com 100 bolsas previstas, que terá a duração de um ano, num investimento municipal de 507 mil euros.
Os destinatários deste novo programa são os desempregados inscritos no Centro de Emprego de Cascais, titulares de subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego e os beneficiários do rendimento social de inserção.
A autarquia vai ainda investir 500 mil euros em estágios profissionais para 300 pessoas, com uma duração de nove meses e no qual será garantido acompanhamento técnico na entidade empregadora.
As bolsas de estágio profissional destinam-se a jovens até aos 30 anos, mas também pessoas com idade superior que tenham obtido há menos de três anos uma qualificação, que sejam desempregados que integrem famílias monoparentais inscritos no Centro de Emprego, desempregados cujos cônjuges ou pessoas com quem vivam em união de facto se encontrem igualmente desempregados inscritos no Centro de Emprego.
Neste reforço de oportunidades, quer de novos programas, quer de estágios profissionais, o investimento da autarquia será de cerca de um milhão de euros, sendo que o Estado investe 1,5 milhões.
Atualmente, a Câmara de Cascais investe já 1,6 milhões de euros em programas locais para 2000 jovens com bolsa, com 3600 horas de ocupação, mais de 500 horas de formação para empregabilidade e mais de 1000 horas de acompanhamento.
No total, o programa de ação local para reforço do emprego em Cascais implica um investimento de 2,6 milhões de euros da Câmara Municipal e 2,2 milhões de euros do Estado.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, considerou que este plano é um "contributo local para um flagelo que é nacional".
O autarca frisou que em Cascais existem 11 mil pessoas sem emprego, sendo que metade delas não tem qualquer apoio social.
"Estamos a cumprir algo que não está nas competências da autarquia mas quem sofre essas consequências são os munícipes e nós temos de encontrar respostas", sustentou.
Para o presidente do IEFP, Octávio Oliveira, a cooperação neste plano foi reforçar a missão de mitigar o desemprego.
"O objetivo é que daqui resultem mais respostas para as pessoas que estão desempregadas de modo a minimizar o seu problema e a contribuirmos para que possam elevar a sua autoestima, melhorar as suas competências e o mais cedo possível voltar ao mundo do trabalho", concluiu.