Cascais aceita propostas para substituir edifício Nau até final do mês

Cascais aceita propostas para substituir edifício Nau até final do mês
O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, anunciou que até ao final deste mês vai aceitar propostas de compra do local onde começou a ser demolido o edifício inacabado no centro da vila.
 
Em conferência de imprensa, Carlos Carreiras deu o mote para o início do processo de demolição do prédio de cinco pisos, abandonado e inacabado, situado junto à estação ferroviária de Cascais, conhecido como edifício Nau.
 
Na ocasião, o presidente da Câmara de Cascais explicou que, até ao final de fevereiro, a autarquia está disponível para receber propostas de compra do espaço com um projeto que deverá respeitar algumas regras, entre as quais a redução de 20% de espaço de construção em relação ao edifício Nau.
 
"Queremos que seja mais integrado no espaço urbano e que não manche tanto a paisagem", disse o autarca à agência Lusa, assegurando que qualquer projeto para um centro comercial será logo excluído.
 
Segundo o autarca, depois de a câmara receber as propostas e concluir que há mais do que uma que podem ser consideradas, então será a população a decidir.
"Nesse caso, colocaremos esses projetos à votação dos munícipes, pelo método de democracia participativa, e serão eles a decidir o futuro do espaço, durante o mês de março", esclareceu Carlos Carreiras.
 
Um esqueleto de betão e ferro no centro da vila, conhecido como o "Hotel Nau", começou hoje a ser demolido.
 
Carlos Carreiras anunciara a demolição do edifício em junho de 2011, mas tal não aconteceu devido a questões jurídico-legais, segundo o autarca.
 
As obras de construção do edifício foram embargadas em 2007 por ordem do Ministério Público, que intentou uma ação administrativa contra a Câmara de Cascais, pedindo a nulidade da licença de construção aprovada em 2005.
 
Os motivos da impugnação prendiam-se com uma "grosseira infração aos parâmetros urbanísticos" devido à excessiva volumetria.
A câmara contestou a ação e desde aí foi uma constante troca de recursos, até junho de 2010, ocasião em que o Tribunal Central Administrativo do Sul autorizou o prosseguimento das obras, que, no entanto, nunca chegaram a ser retomadas.
 
Há um ano, quando a decisão de demolir o edifício Nau foi aprovada em reunião de câmara, a autarquia anunciou a construção de um novo hotel no local, mas o PS opôs-se e ameaçou apresentar uma providência cautelar.
 
A posição dos socialistas, segundo a Câmara de Cascais, levou o investidor a desistir do projeto, temendo demoras judiciais.