Casa para apoio a doenças raras aguarda apoio do Estado

Casa para apoio a doenças raras aguarda apoio do Estado

A construção da Casa dos Marcos, para apoiar portadores de doenças raras, cuja abertura estava prevista para Julho do ano passado, está parada por falta de pagamento do Ministério da Saúde, revelou hoje a presidente da Raríssimas

“Faltam apenas 10 por cento da casa para construir, nomeadamente as luminárias e as tomadas. São 15 dias de obras”, lamentou Paula Brito e Costa, à margem de uma visita do director-geral da Saúde, Francisco George, à associação para conhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da 'Linha Rara'.

Em causa está uma verba de 400 mil euros, precisou a presidente da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, lembrando que este complexo médico-residencial pretende dar resposta às necessidades de 7.000 crianças com doenças raras por ano.

“A Raríssimas está presa num contrato com um empreiteiro e um destes dias tem de começar a pagar-lhe juros”, uma vez que a previsão apontava para que a Casa dos Marcos estivesse concluída em Julho de 2011, “se o Governo pagasse o que deve”, afirmou.

Segundo o director financeiro da Raríssimas, a obra está parada desde Novembro.

“Desde o final do ano passado que o ministro da Solidariedade e Segurança Social tem vindo a anunciar uma linha de crédito de 50 milhões de euros para as instituições de solidariedade social e misericórdias e pensámos que podia ser uma ajuda, mas até agora nada”, disse Jorge Nunes.

O Governo tem de cumprir as medidas que anuncia: “Venha a linha de crédito porque eu não posso estar a dizer ao empreiteiro é hoje, é amanhã, é depois”, frisou.

Paula Costa observou que este equipamento, localizado na Moita, criará 74 postos de trabalho, numa região com uma taxa elevada de desemprego.