Candidata do BE acusa CDU de Almada de pôr finanças à frente das pessoas

Candidata do BE acusa CDU de Almada de pôr finanças à frente das pessoas

Joana Mortágua, candidata do Bloco de Esquerda à presidência da Câmara de Almada, acusa o executivo CDU, que há mais de três décadas governa o município, de medir o investimento “em metros quadrados de explosão imobiliária e não em qualidade de vida”. Isto “quando as populações só conhecem austeridade”.

Deixa mesmo uma pergunta, alegadamente à gestão comunista de Maria Emília de Sousa: “até que ponto se deixou adoecer o concelho em nome da saúde das finanças”. Uma política que afirma ter sido construída com base na “explosão imobiliária e uma gestão apertada que deram ao município contas chorudas no banco”.

Joana Mortágua, que discursava durante a apresentação da sua candidatura, deixou patente que não perdoa à gestão comunista ter criado uma cultura do betão no concelho. “Um ciclo que está esgotado”, pelo que “já chega de amontoar planos e projectos de belíssimas estratégias, como a do Cais do Ginjal, que nunca chegaram a ver a luz do dia”. E aproveitou ainda para fazer valer a oposição do Bloco de Esquerda ao projecto apresentado recentemente pela Câmara de Almada para Cacilhas. “Não queremos um monstro de betão”.

Com Luís Filipe como número dois da lista à Câmara de Almada e Carlos Guedes candidato à presidência da Assembleia Municipal, o BE garante que vai reforçar a sua oposição contra a intenção do Governo PSD / CDS de construir um terminal de contentores na Trafaria e manter firme a luta contra a extinção de freguesias. “Desta terra, a esquerda não arredará pé”, afirma Joana Mortágua.

Uma esquerda que projecta uma gestão para o concelho de Almada assente em cinco eixos: dar resposta às questões sociais como a habitação, garantir mais e melhores serviços públicos, caso dos transportes, saúde e ensino, dar coesão ao território de ponto de vista ambiental, económico e justiça fiscal, e ainda promover a cultura e a transparência democrática.

Joana Mortágua, que teve ao seu lado a deputada Mariana Aiveca e a coordenadora nacional do BE Catarina Martins, é licenciada em Relações Internacionais, integra a Comissão Política Nacional e desempenha funções de assessora do grupo parlamentar, na área do trabalho.