Campanha 'Portugal sem fogos depende de todos' arranca no final do mês

Campanha 'Portugal sem fogos depende de todos' arranca no final do mês

A campanha "Portugal sem fogos depende de todos", que arranca no final do mês, vai alertar os portugueses para a necessidade de evitarem comportamentos perigosos para a floresta, como deixar cigarros acesos ou fazer fogueiras.

Financiada pelo 'Movimento Eco', composto por empresas de vários sectores, a iniciativa tem a colaboração dos ministérios da Agricultura e Ambiente e da Administração Interna e vai prolongar-se por três anos, numa aposta na sensibilização e prevenção, mas avança dia 26 com uma "acção de emergência" para o verão.

O conjunto de mensagens que compõem a acção de verão chegam aos portugueses a partir de 26 de Julho através dos canais de televisão, da rádio e imprensa nacional e regional. Os três pequenos filmes previstos têm como temas centrais o cigarro, a fogueira e o foguete, "protagonistas" de grande parte dos incêndios por negligência.

Consciencializar a sociedade civil para a necessidade da preservação da floresta, mobilizar cada cidadão para a prática de comportamentos de prevenção dos incêndios florestais, desafiar as empresas a participar, reduzir o número de ocorrências e diminuir a área ardida são os objectivos definidos.

"Vamos ter um trabalho continuado, tal como temos tido com outras pessoas e entidades que têm a obrigação de fazer esta prevenção. Aqui trata-se de um movimento da sociedade civil que agradecemos e louvamos", disse o secretario de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, aos jornalistas no final da cerimónia.

Para o secretário de Estado, "é fundamental que todos os cidadãos percebam que esta não é uma tarefa do Governo exclusivamente, é uma tarefa colectiva, de todos, diz respeito a todos e beneficia todos".

O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D´Ávila, realçou que os dois ministérios "têm prioridades diferentes, mas estão juntos, com interesses coincidentes e uma mensagem única".

"Queremos que haja uma estabilidade relativamente à estratégia de prevenção e de combate, isto não pode mudar em função dos ciclos políticos, a floresta não pode estar sujeita à mudança brusca e radical em função dos ciclos políticos", defendeu Daniel Campelo.

O 'Movimento Eco' já desenvolve acções há seis anos em colaboração com os vários governos. Para a acção de comunicação do verão, com orçamento entre 120 e 150 mil euros, tem cerca de 50 empresas e procura mais patrocinadores "oferecendo-lhes" a divulgação da sua marca junto ao filme televisivo.

O presidente do 'Movimento Eco', Murteira Nabo, disse aos jornalistas que muito do trabalho se concentra nos meses de verão, os de maior risco, numa "acção de emergência", de prevenção, mas a mensagem também passa pela reflorestação.