Câmara de Odivelas pede reforço da vigilância junto a escola vandalizada

Câmara de Odivelas pede reforço da vigilância junto a escola vandalizada
A Câmara Municipal de Odivelas disse hoje que já tinha alertado a PSP para a necessidade de reforçar a vigilância junto à Escola Secundária da Ramada, que foi vandalizada no sábado pela quarta vez em mês e meio.
 
Cerca de 1.500 alunos da Escola Secundária da Ramada estão hoje sem aulas devido aos estragos que foram provocados no sábado.
 
No domingo, o diretor desta escola, Edgar Oleiro, disse à agência Lusa que "os autores dos atos de vandalismo destruíram o bar e a sala de convívio, tendo partido computadores e televisores".
 
Além disso, "vandalizaram a cozinha e o refeitório e partiram 25 vidros enormes colocados nas entradas dos pavilhões dos blocos de aulas", mas não roubaram "absolutamente nada".
 
Esta tarde, também em declarações à agência Lusa, a vereadora com o pelouro da Educação na Câmara de Odivelas, Fernanda Franchi, afirmou que, ainda que aquele estabelecimento de ensino não seja da sua competência, "a autarquia tem feito tudo para alertar a PSP para a necessidade de reforçar a vigilância".
 
"No início do ano letivo reunimos com a PSP e pedimos que a Escola Segura reforçasse a sua vigilância junto à Escola da Ramada. Embora também compreendamos que a Escola Segura não pode estar 24 horas à porta da escola", apontou.
 
A autarca lamentou que um ato de vandalismo tenha conseguido destabilizar o normal funcionamento das aulas e assegurou que a Câmara irá "encetar todos os esforços" junto da PSP e do Ministério da Educação para "pôr um ponto final nestas situações".
 
"Dia 07 (quinta-feira) temos uma reunião com o senhor secretário de Estado da Educação na qual iremos, além de outros assuntos, debater esta questão", adiantou, ressalvando que o encontro já estava marcado antes deste incidente.
 
Fernanda Franchi afirmou, ainda, que existem outros problemas de vandalismo em escolas do concelho de Odivelas que "urge resolver".
 
"Infelizmente, o caso da Ramada não foi caso virgem. Têm existido outros problemas de vandalismo mas, felizmente, nunca atingiram esta dimensão", concluiu.
 
A Lusa contactou também o Ministério da Educação que remeteu uma resposta para mais tarde.