Câmara de Lisboa garante que espaço público do Parque das Nações está 'em recuperação'

Câmara de Lisboa garante que espaço público do Parque das Nações está 'em recuperação'
O presidente da Câmara de Lisboa garantiu hoje que o espaço público do Parque das Nações está “em recuperação”, após um diagnóstico social feito na freguesia ter revelado que esta é uma das maiores preocupações dos moradores.
 
“Creio que, hoje, podemos dizer que já passámos a maior parte das maiores dificuldades e começamos a ver uma recuperação do Parque das Nações, em particular da área do espaço público”, afirmou Fernando Medina (PS), que falava na apresentação do diagnóstico social desta freguesia, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
 
Segundo o estudo, 70,5% dos 2.229 inquiridos preocupam-se com a manutenção do espaço público, seguindo-se inquietações como a “falta de serviços comunitários de apoio” (41,1%), a segurança (37%), a falta de sentido de pertença à comunidade (36,1%) e problemas com a limpeza urbana (20,4%).
 
A manutenção do espaço público do Parque das Nações, zona reabilitada para a Expo’98, tem sido criticada por moradores que consideram que há problemas ao nível de arranjos de exteriores, sistemas de rega e iluminação, entre outros.
 
A freguesia é gerida, desde 2013, pelo grupo de cidadãos Parque das Nações Por Nós (PNPN), liderado por José Moreno. Em abril, o PNPN assinou um acordo de coligação com o PS.
 
Esta é a freguesia mais recente do país, que agrega áreas que pertenciam à freguesia dos Olivais (Lisboa) e ao concelho de Loures, criada na reforma administrativa.
 
Em junho, o vice-presidente da Câmara, Duarte Cordeiro, admitiu que a autarquia tem responsabilidades na degradação do espaço público do Parque das Nações, garantindo investimentos na recuperação dos espaços, como o Rossio dos Olivais e os jardins Garcia D'Orta.
 
Hoje, Fernando Medina assumiu uma posição semelhante: “Sei bem que a responsabilidade que temos nessa recuperação é muito grande e que a expectativa das pessoas é mais elevada do que noutras áreas da cidade”.
 
“A garantia que quero aqui deixar é que estamos apostados na reposição da integralidade do que são os máximos padrões de exigência, para que o Parque Nações continue a ser um referencial para toda a cidade”, vincou.
 
Na sua intervenção, o presidente da junta do Parque das Nações, José Moreno, realçou a importância do estudo na estratégia do executivo: “Tem uma importância crucial para traçar uma linha de rumo consistente e de futuro para a nossa freguesia”.
 
No diagnóstico, a maioria dos moradores indica valores acima de 851 euros, mas na zona poente da freguesia (que agrega o Casal dos Machados, Bairro do Oriente, Quinta das Laranjeiras, Estrada de Moscavide e Bairro da Centieira) os rendimentos são mais baixos.
 
Sobre esta questão, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, referiu que na zona poente se verificam “problemas graves”, como o envelhecimento populacional e os baixos rendimentos.
 
Além desta, também noutras existem “focos de grande vulnerabilidade social”, como junto à Gare do Oriente onde dormem alguns sem-abrigo.
 
“É uma freguesia boa para viver, para visitar, mas a que não podemos fechar os olhos às vulnerabilidades”, rematou.
 
O estudo, realizado por investigadores da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, assenta sobre dados recolhidos entre maio e junho deste ano, que resultaram numa amostra de 12% do total de eleitores (18.700).