Câmara de Cascais assegura que família desalojada está a ser acompanhada

Câmara de Cascais assegura que família desalojada está a ser acompanhada
O vereador da Ação Social da Câmara de Cascais, Frederico Pinho de Almeida, esclareceu hoje a agência Lusa que a família desalojada na passada quinta-feira "está a ser acompanhada" e que a mãe recusou quatro casas oferecias pela autarquia.
 
Uma mãe e cinco filhos apelaram hoje, na assembleia municipal de Cascais, para que a câmara lhes conceda uma nova casa, depois de terem sido despejados na passada quinta-feira, mas autarquia disse que "à luz da lei, não há solução".
 
Perante o apelo da família, que se diz sem teto, o vereador Frederico Pinho de Almeida disse à agência Lusa que os serviços da câmara estão a acompanhar o caso e que a família está institucionalizada.
 
"Esta família nunca ficou na rua e a situação só chegou a este ponto por inteira responsabilidade da mãe. Este caso vem desde o ano 2000 e, em 2007, 2009, 2011 e 2012, foi-lhe proposta a atribuição de casa, em quatro bairros diferentes, que a senhora recusou", explicou.
 
Frederico Almeida sublinhou que duas dessas propostas ainda foram discutidas em reunião de câmara, mas acabariam por ser retiradas porque a família rejeitou.
 
Com cinco filhos, a mais nova deficiente, Sofia Gomes apelou à Câmara de Cascais para que lhe dê uma casa "com urgência" e considerou que foram as "burocracias" que impediram que continuasse a viver na casa em que habitava, no antigo bairro do Fim do Mundo, na Galiza.
 
"A senhora não pode continuar a viver naquela casa porque a casa está em tribunal. Esta família não pertencia ao agregado a quem a casa tinha sido atribuída, porque o pai desapareceu, e então o processo foi para tribunal. A casa está bloqueada, não pode ser habitada", explicou o vereador da Câmara de Cascais.
 
Desempregada, Sofia explicou à Lusa que o motivo do despejo está relacionado com o facto de o pai dos seus filhos ter abandonado a família, tendo ficado em atraso cerca de 9 mil euros da renda.
 
Francisco Costa, amigo da família, apelou à Câmara de Cascais, pelo seu sentido de "humanidade", para "agir com a máxima urgência para dar uma habitação condigna" àquela família.